Corinthians e Santos, horror e melancolia

botafogoecorinthians.-1024x689Difícil acreditar que o Corinthians deu apenas um chute ao gol do Botafogo de Ribeirão Preto. Triste ainda pensar no futebol apagado do derrotado Santos diante da Ponte Preta. Dois grandes com futebol de pequenos na abertura das quartas de final do Paulistão neste sábado, dia da mentira.

No jogo em Ribeirão Preto o único fato a destacar foi a homenagem do Botafogo à geração de 1977, com seus jogadores de hoje usando números e nomes daquele time do Doutor Sócrates, Lorico, Zé Mário, entre outros. Se a lembrança era mais do que oportuna, a inspiração no passado não se fez presente no Estádio Santa Cruz.

É de se desculpar o Botafogo, um time lutador e sem trunfos técnicos a atormentar o poderoso adversário. Mas do lado do Corinthians, o horror. Joga imaginando que tem aquela organização dos tempos de Tite, como sugere o atual comandante Fabio Carille. Pensa que é, e não é. O ataque sugere um deserto, tendo em Jô uma miragem.

Sem nada a oferecer, sem criatividade, com um punhado de esforçados burocratas, esse Corinthians de Carille vai aborrecer a torcida, mesmo se passar à semifinal e eventualmente disputar o título do Paulistão. Invertebrado.

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No jogo de Campinas, a Ponte Preta se salvou. Fez bem o dever de vencer em casa e ainda apertar o Santos na parede. Cometeu um pecado: apostou em Renato Cajá nos últimos minutos da partida. Cajá desembarcou no Moisés Lucarelli na quinta-feira e, quando entrou no jogo, fez murchar o time.

Do lado do Santos, cabe a pergunta rotineira: o que Lucas Lima quer da vida? Passou o primeiro tempo inteiro reclamando da arbitragem. Deixou seus companheiros na mão. Aliás, não se sabe se por soberba ou tédio, o time inteiro não se inflamou. Jogou para gastar o tempo. Presa fácil. Saiu castigado com a derrota. Melancólico.

Se continuar nessa toada, de só valorizar a partida quando bem entender, o time de Dorival Júnior vai ficar pelo meio do caminho. Adversários começam a perceber que basta marcar Renato para matar a saída de bola santista. Renato anulado e Lucas Lima indolente, o Santos esfria. Moribundo.

Talvez tudo a respeito de Corinthians e Santos neste dia 1.º de abril seja mesmo uma grande mentira. A conferir.

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