Rogerio Ceni acerta o passo ao assinar com o Fortaleza

Ceni no Fortaleza EC Ceni retoma sua carreira de treinador no Fortaleza, depois da breve passagem pelo São Paulo

Rogerio Ceni quis dar um passo maior do que as pernas quando assumiu o time do São Paulo no início de janeiro. Por ser um mito e fazer parte da história do clube, imaginou que seria um treinador quase intocável no Morumbi. Se equivocou.

Alguns meses após ser demitido do seu Tricolor – comum mortal –, volta ao futebol para comandar o Fortaleza EC no ano do centenário do clube cearense. Em vez do glamour e da ribalta do grupo de elite do futebol nacional, vai amassar barro na Série B do Campeonato Brasileiro.

É um recomeço. E, melhor, em um centro onde terá uma vida mais tranquila, sem interferência de dirigentes interesseiros em tirar proveito da sua fama, como aconteceu na sua breve passagem pelo São Paulo.

Ceni vai poder respirar sem pressão. Aprender a ser mais humilde e ter uma outra visão do futebol, bem diferente dos tempos do Tricolor paulista quando acumulou alguns vícios inerentes à condição de mito e da adoração de sua torcida.

Vai encontrar no Nordeste uma legião de são-paulinos que comunga do amor ao clube, mesmo à distância e sem ter acesso a ver de perto o ídolo jogar. E cair nos braços de uma torcida fiel que se arrasta de paixão incomum pelo Fortaleza.

Conhecimento de futebol, seu desafios e prazeres, Rogerio Ceni tem de sobra. Sua primeira experiência como treinador, apesar de mal-sucedida, teve bons momentos e a ideia de que pode sim vencer nessa nova empreitada.

Resta agora aos cartolas do Fortaleza, um clube que se reestruturou depois de conhecer o inferno levado por péssimas gestões, dar a Ceni o que ele não teve no São Paulo: tempo, esse bem precioso no futebol brasileiro.

E ao ex-goleiro e agora treinador entender que é preciso dar um passo do tamanho que suas pernas alcançam.

(no CHUTEIRA FC você leitor terá mais textos desse blogueiro)

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