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[caption id="attachment_492" align="alignnone" width="622"]<img class="alignnone size-full wp-image-492" src="https://blogdoprosperi.com/wp-content/uploads/2016/04/622_167c065b-97cf-3a3f-9933-f154e343d35a.jpg" alt="622_167c065b-97cf-3a3f-9933-f154e343d35a" width="622" height="350" /> Ganso desfiliou no Morumbi contra o fraco Trujillano[/caption]

Golear o modesto e inocente Trujillano era uma obrigação. Seria inadmissível o São Paulo ceder um pontinho que seja a um time primário, sem os fundamentos de uma equipe qualificada para disputar a Copa Libertadores. Com boa atuação de todos seus jogadores, o Tricolor venceu com enorme facilidade e voltou a respirar na competição.

Diante da fragilidade absurda do adversário fica até difícil tirar algumas conclusões sobre o futuro imediato do São Paulo. Dizer que a dupla de volantes Hudson e João Schimidt foi impecável seria um acinte. Não tinham a quem marcar. Por isso transitaram sem nenhum problema do meio para o ataque.

Dar crédito acima do normal a Ganso e Michel Bastos também seria um exagero. Os dois tiveram tanta liberdade, mas tanta liberdade, que quase não suaram a camisa. Foram eficientes e brilhantes, sem o menor esforço.

E o que falar de Calleri e Kelvin? O atacante argentino jogou leve e solto e quebrou até feitiço dos gols perdidos de pênaltis. Kelvin seguiu na mesma toada. Dedicado, encontrou espaços para atacar como nunca havia deparado desde que pisou no Morumbi.

A zaga, com Maicon e Rodrigo Caio, em nenhum momento correu risco. Os dois jogaram com segurança, sem muitos problemas. E Denis assistiu a tudo de camarote.

Apesar de toda a facilidade a notícia boa, nesse quase treino de luxo na Copa Libertadores, é que uma goleada areja o time, devolve a confiança e começa a resgatar a confiança da torcida - ainda ausente nesses dias cambaleantes do São Paulo.

E o resultado em si leva o São Paulo a se manter vivo na Copa Libertadores, mesmo sabendo que vem chumbo grosso aí com o River Plate em casa e o The Strongest na altitude desleal de La Paz.

Por fim, a goleada pode ter sido uma ilusão. Mas de ilusão também se sobrevive no futebol.