Os clubes finos, de sociedade, como se dizia, estavam diante de um fato consumado. Não se ganhava campeonato só com time de brancos. Um time de brancos, mulatos e pretos era o campeão da cidade. Contra esse time, os times de brancos não tinham podido fazer nada. Desaparecera a vantagem de ser de boa família, de ser estudante, de ser branco. O rapaz de bola família, o estudante, o branco, tinha de competir, em igualdade de condições, com o pé-rapado, quase analfabeto, o mulato e o preto, para ver quem jogava melhor – Mario Filho, no clássico "O Negro No Futebol Brasileiro", na conquista do Vasco, primeiro clube a admitir jogadores negros, do campeonato do Rio de 1923.

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O corpo de Moacir Bianchi foi sepultado em um jazigo da Mancha Alviverde no Cemitério do Jaraguá na tarde de sexta-feira (3/3). Moa, como era conhecido, tombou abatido por 22 disparos na madrugada de quinta-feira (2/3) em uma avenida do bairro Ipiranga, na capital paulista. Fundador da Mancha e um dos mais ardorosos defensores da facção, Bianchi andava incomodado com os rumos da organizada. Caiu assassinado como dezenas de líderes de torcidas de futebol no Brasil afora tombam mortos há mais de uma década, com mais peso de 2012 para os dias de hoje. Uma carnificina sem prazo para acabar.

223_2f08e5ff61fe2012_1024boxFutebol brasileiro perde prestígio na eleição dos melhores do mundo com chancela da Fifa. Desde 2007, quando Kaká levou a Bola de Ouro, nenhum jogador do País desbancou a dupla Cristiano Ronaldo e Messi. Neymar chegou perto em 2015. Acabou na terceira colocação. Minguaram as estrelas. Outro dado interessante se nota na escolha dos 11 jogadores da seleção ideal da temporada. Antes povoada de jogadores do Brasil, hoje emplaca apenas os laterais Daniel Alves e Marcelo.