Gols do Palmeiras, Grêmio, Internacional, Cruzeiro e outros na quarta rodada da Libertadores

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“Vocês viram ali, só vou perguntar para a Conmebol do tal do vídeo. É inadmissível o árbitro estar a três metros do lance e ter que usar vídeo. O Stevie Wonder não precisaria do vídeo para dar pênalti. Por que não foi usado o vídeo? É isso que quero saber da Conmebol. Foi pênalti legítimo. Ali a gente poderia ter ampliado nossa vantagem” – Renato Gaúcho, técnico do Grêmio, ao comentar o jogo Grêmio 1 x 0 Lanús.

Sete dos oito clubes que vieram da Copa da Libertadores direto para oitavas chegaram às quartas de final da Copa do Brasil. Grêmio, Palmeiras, Atlético-PR, Atlético-PR, Flamengo, Santos e Botafogo carimbaram a vaga. Nesta quinta-feira, a Chapecoense, que perdeu por 1 a 0 no jogo de ida, recebe o Cruzeiro com boa chance de também avançar.

Quando Raí destruiu o Barcelona em 1992, Zico esfarelou o Liverpool em  1981 e Renato Gaúcho pulverizou o Hamburgo em 1983, e tantos outros chamados de heróis levaram seus times ao título, nenhum torcedor em nenhum canto do planeta estava preocupado se a Fifa reconheceria aquela façanha de campeão do Mundial de Clubes. Vencedores celebravam a conquista, perdedores choravam a derrota. Sul-americanos e europeus, não importa aqui a ordem. Eram sim senhores os campeões do mundo, mesmo que a taça não tivesse o timbre da Fifa, muito menos se o papel frio dos documentos não atestasse a idoneidade do jogo entre clubes da América e da Europa. Ninguém dava a mínima para a Fifa.

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Futebol tem fórmulas prontas de sucesso… na cabeça dos dirigentes. Quando dá certo, aplausos. Quando não funciona, pedradas. O exemplo vem do Sul. Inter e Grêmio, em apuros no Brasileirão e embarcados no fracasso da temporada, recorreram às tais fórmulas do sucesso. No caso, de volta ao passado. O Inter se deu muito mal. O Grêmio conquistou a Copa do Brasil. No futebol cabe tudo.

esporte-futebol-gremio-atletico-mg-ramiro-20161207-009Futebol voltou ao Brasil nesta quarta-feira ainda sob emoção da tragédia da Chapecoense. Voltou com a decisão da Copa do Brasil entre Grêmio e Atlético-MG em Porto Alegre. Todos os ingredientes do jogo estavam lá. Arena lotada, torcida pulsante, jogadores em respeito mútuo, imprensa a relatar, árbitros serenos. Tudo parecia no seu lugar, não fosse por um detalhe. Havia dor no estádio com 55.377 torcedores.

Mesmo nessa atmosfera de compaixão e paixão, o Grêmio fez valer a vantagem estabelecida em Belo Horizonte, quando emplacou 3 a 1 de forma surpreendente, no jogo de ida, e sagrou-se campeão com o empate por 1 a 1 em Porto Alegre. Conquistava assim um título nacional depois de um jejum de 15 anos. E condecorava o técnico Renato Gaúcho, ídolo de outrora e tricolor de coração.

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Pedro Rocha, autor de dois gols do Grêmio, saiu expulso no segundo tempo

Grêmio destrói Atlético-MG no Mineirão com autoridade de campeão e encaminha a conquista da Copa do Brasil ao vencer por 3 a 1 o jogo de ida. Na partida no Sul, dia 1º de dezembro, levanta a taça até com a derrota por 1 a 0. Aclamado como imortal, o time gaúcho não se intimidou em nenhum momento, nem mesmo quando perdeu Pedro Rocha, autor de dois gols, expulso com 21 minutos do segundo tempo. Do outro lado, vaias e críticas ao treinador do Galo.