Quem tem um jogador da estirpe de Felipe Melo sabe que não vai navegar a vida inteira em águas calmas. É preciso acompanhar seus movimentos com o cuidado que se anda em uma loja de cristais. Um leve esbarrão pode provocar um enorme prejuízo. Depois, nem tem como recolher os cacos. Desde sempre ele tem sido assim.

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Palmeiras comete um erro quando aceita a premissa de que Copa Libertadores é tradução perfeita de guerra. Ao admitir esse conceito, faz de seus jogos batalhas desnecessárias. Usa a força, ansiedade e muito suor quando poderia se impor pela técnica e alta qualidade de seus jogadores, sem se deixar levar pelo anti-futebol dos adversários. Sofre quando deveria ter prazer. A vitória por 3 a 2 contra o Peñarol, nesta quarta-feira, teve tudo isso e ainda um desgaste absurdo diante da incompetência da arbitragem em todos os sentidos.