Os clubes finos, de sociedade, como se dizia, estavam diante de um fato consumado. Não se ganhava campeonato só com time de brancos. Um time de brancos, mulatos e pretos era o campeão da cidade. Contra esse time, os times de brancos não tinham podido fazer nada. Desaparecera a vantagem de ser de boa família, de ser estudante, de ser branco. O rapaz de bola família, o estudante, o branco, tinha de competir, em igualdade de condições, com o pé-rapado, quase analfabeto, o mulato e o preto, para ver quem jogava melhor – Mario Filho, no clássico "O Negro No Futebol Brasileiro", na conquista do Vasco, primeiro clube a admitir jogadores negros, do campeonato do Rio de 1923.
«No começo, houve desconfiança. Disseram: 'O Fábio não entende nada de futebol'. Vi hoje um vídeo do começo do ano que me chateou muito, dizendo que eu iria durar três jogos. Isso é um desrespeito enorme com o ser humano. Te pregam na parede e começam a jogar pedra sem saber. E são burros ainda, nem esperam começar o ano» – Fabio Carille, técnico do Corinthians