Primeiro da fila para receber o título de melhor jogador do mundo no fim dessa temporada, Neymar teve uma recaída neste sábado (08/4). Deixou o Barcelona na mão ao ser expulso no jogo contra o Málaga e pode ficar fora do clássico decisivo contra o Real Madrid daqui a duas semanas. Mais que o prejuízo ao time – derrotado por 2 a 0 –, o cartão vermelho aumenta a polêmica sobre as chuteiras de Neymar. Um caso de suspeitas e desnecessário no momento decisivo dos campeonatos na Europa.
Author: Luiz Antônio Prósperi

A nova Copa do Mundo com 48 seleções, formatada pelo presidente da Fifa Gianni Infantino, vai ganhar vida em 2026. Ao acrescentar mais 16 países aos 32 participantes do Mundial, a Fifa precisava de atrair candidatos de peso para sediar o evento. Coincidência ou não, uma candidatura tripla ganhou força nesta semana. México, Estados Unidos e Canadá estariam dispostos a bancar a empreitada proposta por Infantino. Três países dividindo a sede do maior evento esportivo do mundo. Nada muito diferente do que já vimos em outras disputas para abrigar uma Copa, quando interesses políticos e financeiros se completam.

“Hoje é dia de celebrar a vida, celebrar o futebol”, disse Jakson Follman, goleiro que teve parte da perna direita amputada após aquele 29 de novembro de 2016 em Medellín. Nas arquibancadas da Arena Condá, lágrimas, consternação, mãos entrelaçadas e apertadas para não deixar a alma escapar.

A pouco mais de dois meses da abertura da Copa das Confederações na Rússia, um atentado no metrô de São Petersburgo sacudiu o país da Copa do Mundo de 2018 nesta segunda-feira (03/4). Até o fim da tarde, o governo russo contava 10 mortes e pelo menos 50 feridos. O ato terrorista, ainda sem confirmação oficial, provocou manifestações de repúdio por parte de chefes de Estado das grandes nações. A Fifa se pronunciou à mídia internacional por e-mail, quase seis horas depois das explosões, dizendo que confia no esquema de segurança da Copa em implantação no país.
São Paulo e Palmeiras, bem diferente do que apresentaram Santos e Corinthians no sábado, encaminharam a vaga às semifinais […]
Difícil acreditar que o Corinthians deu apenas um chute ao gol do Botafogo de Ribeirão Preto. Triste ainda pensar no futebol apagado do derrotado Santos diante da Ponte Preta. Dois grandes com futebol de pequenos na abertura das quartas de final do Paulistão neste sábado, dia da mentira.

A CBF é a maior beneficiada com a reviravolta da Seleção Brasileira, a primeira se classificar no campo ao Mundial da Rússia 2018. Sem mover uma palha, apenas com a troca de Dunga por Tite, a entidade conseguiu amenizar a pressão em cima do presidente Marco Polo Del Nero, renovou contratos de patrocínios, deu um golpe nos clubes e se cacifou para vender amistosos da Seleção por uma fortuna. A Globo, antes crítica da Del Nero diante dos resultados ruins da Seleção, também se acalmou e surfa nos altos índices de audiência nos jogos do Brasil.

Na véspera de enfrentar o Paraguai na Arena Corinthians, jogo para emendar mais alguns recordes no seu cartel na Seleção Brasileira, Neymar ganhou novas manchetes mundo afora. Seu nome apareceu em terceiro lugar na lista dos jogadores mais bem pagos do mundo. Um faturamento estimado em R$ 189 milhões por ano. Atrás de Messi, segundo colocado, com R$ 260 milhões, e de Cristiano Ronaldo, primeiro do ranking, R$ 298 milhões. Seria mais um motivo para se manter calado. Há 244 dias o craque não dava entrevistas, em especial nos dias a serviço da Seleção. E desde março de 2016 não usava a tarja de capitão do Brasil. Nesta segunda-feira (27/3), Neymar resolveu falar. E foi sincero.

Tite já pode arrumar sua mala para embarcar com destino a Moscou em 2018. A goleada por 4 a 1 em cima do Uruguai no estádio Centenário mostra o tamanho da autoridade da Seleção Brasileira reconstruída por Tite. Todos alicerces se edificaram nesse jogo em Montevidéu. Paulinho, resgatado pelo treinador quando estava abandonado desde 2014, deu o acabamento final com três gols. Neymar completou a conta no sétimo triunfo consecutivo do Brasil nas Eliminatórias desde que a CBF teve a feliz ideia de trocar o comando com a saída de Dunga.
Clubes brasileiros perderam o pouco poder que tinham nas decisões da CBF. Perderam por omissão. Sem a participação […]
Tite se esqueceu de Dudu quando fez a lista dos 23 convocados para os jogos contra Uruguai e […]

Palmeiras está de volta e mostrou que pode muito mais ao despachar o São Paulo por 3 a 0 no Allianz Parque diante de 36 mil torcedores. Em nenhum momento do clássico deixou o adversário respirar. Apresentou bom repertório, obediência tática e um entusiasmo acima do normal. Quanto ao time de Rogerio Ceni, o alarme disparou. O time repetiu a rotina de gols sofridos, exibiu uma penca de volantes na função de meias sem a nenhuma clareza e não teve outra proposta de jogo quando se viu em dificuldade. Posse de bola, como Ceni gosta, não é sinômino de vitórias.

Santos ainda está longe do futebol empolgante e entusiasmado da temporada passada. Na sua estreia na Copa Libertadores, recuperou algumas virtudes, alguns ingredientes do repertório de 2016, mas nada assombroso. Penou no primeiro tempo, mostrou autoridade no segundo e colheu um empate (1 a 1) contra o Sporting Cristal em Lima, nesta quinta-feira (09/3). Da exibição no Peru, fica claro que, nessa toada, não vai brigar pelo título continental. Mas é um sinal de vida diante da turbulência e desconfiança que assolam o clube neste início de temporada.

Palmeiras quis guerra quando era necessário jogar bola na estreia na Copa Libertadores. Nada mais questionável do que encarar a competição continental como algo diferente, de que o jogo físico deve ser valorizado mais do que a técnica. Ao partir para o confronto corpo a corpo contra o modestíssimo Atlético Tucumán, saiu com prejuízo. Perdeu Vitor Hugo com 20 minutos do primeiro tempo e, com um a menos no tablado, deixou de se impor como um pretendente ao título teria de obrigação de fazer. Por isso, o empate por 1 a 1 fora de casa não foi tão ruim, apesar dos poucos recursos do adversário argentino.

O mundo não parou para ver o que aconteceu no Camp Nou nesta quarta-feira, 8 de março de 2017. Mas deveria ter parado. Vai ser muito difícil viver outra noite como essa quando o futebol se fez presente na sua plenitude. Carregando uma cruz com quatro gols no jogo de ida em Paris, o Barcelona teria de vencer o PSG por pelo menos 5 a 0 para avançar às quartas de final da Champions League. Mesmo com o Camp Nou impregnado de certeza e esperança, a tarefa seria árdua. E até os 43 minutos do segundo tempo, quando já estava quase tudo consumado, ninguém poderia acreditar na ressurreição do Barça. Como esse time tem Neymar é preciso acreditar em milagres. Aconteceu. Vitória épica por 6 a 1, com digitais do craque brasileiro, e vaga carimbada. Acompanhe essa epopéia.

O corpo de Moacir Bianchi foi sepultado em um jazigo da Mancha Alviverde no Cemitério do Jaraguá na tarde de sexta-feira (3/3). Moa, como era conhecido, tombou abatido por 22 disparos na madrugada de quinta-feira (2/3) em uma avenida do bairro Ipiranga, na capital paulista. Fundador da Mancha e um dos mais ardorosos defensores da facção, Bianchi andava incomodado com os rumos da organizada. Caiu assassinado como dezenas de líderes de torcidas de futebol no Brasil afora tombam mortos há mais de uma década, com mais peso de 2012 para os dias de hoje. Uma carnificina sem prazo para acabar.
Tiago Duarte Peixoto, árbitro da trapalhada no clássico entre Corinthians x Palmeiras, vive dias de linchamento moral e profissional. Espicaçado nas redes sociais, programas de televisão e por toda a comunidade do futebol, sofreu uma dura punição da Federação Paulista e não poderá apitar mais nenhum jogo por tempo indeterminado em competições organizadas pela entidade. A CBF também encampou a decisão da FPF e não vai escalar o árbitro em jogos sob a tutela da confederação. Tiago deve passar um ano sem assoprar o apito.

Eduardo Baptista não criou empatia com o Palmeiras e sua torcida. Desde o anúncio da sua contratação, no início de dezembro passado, se percebe a má vontade da maioria dos torcedores com seu estilo de trabalho. Uma espiadela nas redes sociais e se tem a dimensão do estrago. Um pouco assustado com o imediatismo e o tamanho da encrenca a ser resolvida, o treinador, como rege a lei pobre do futebol, teria de reverter com vitórias. Não com uma simples, sem impacto, e sim com uma maiúscula. Daquelas de não deixar dúvidas. E ela se ofereceu no clássico contra o Corinthians. Baptista não aproveitou. Pode ter sido a gota d’água a transbordar o oceano logo ali.
