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Gabriel Jesus voltou a treinar no Palmeiras nesta terça-feira, três dias após a conquista da medalha de ouro no Maracanã. Levaram o menino de 19 anos, nascido no pobre Jardim Peri, na capital, a dar entrevista coletiva no clube. Inevitável a necessidade de extrair das entranhas do garoto a enorme diferença que separa o futebol de outros esportes no Brasil, dois dias depois do encerramento da Olimpíada do Rio.

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Passei as últimas sete Olimpíadas dentro da redação de um jornal. Da primeira, em 1988 no Jornal da Tarde, até 2012 no Estadão. Compartilhei o trabalho de reportagens, edição e organização de grandes coberturas desses Jogos ao lado de companheiros valorosos, jornalistas de primeira grandeza. Não raro me emocionei com o trabalho de todos e vibrei ao ver o jornal impresso no dia seguinte e, mais recente, no instantâneo das telinhas dos computadores. Um prazer imensurável.

5532-2Neymar está em paz com sua consciência e não deve mais sofrer ao vestir a camisa da instituição Seleção Brasileira. Quando o País estava nas suas costas, quando a desconfiança era maior do que todas as certezas, quando o mundo já o relegava ao lugar dos comuns mortais, Neymar apareceu. Colocou seu destino debaixo do braço e deu ao Brasil a primeira medalha de ouro do futebol na Olimpíada. Feito para poucos, dos diferentes. Dos que podem agora assumir o panteão dos ídolos.

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Neymar está longe de ser Romário e muito distante do carisma de Ronaldo Fenômeno quando esses dois eram protagonistas em seus clubes e na Seleção Brasileira. Eles não foram moldados e tiveram inteligência suficiente para conciliar idolatria e bola. Não vai ser a conquista da medalha de ouro nos Jogos do Rio contra Alemanha que vai mudar essa história.

  Usain Bolt beija a pista do estádio Nilton Santos e consagra o solo brasileiro ao levar a […]

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Alemães celebram mais um gol no 7 a 1 e David Luiz sofre

Inebriado com os 6 a 0 em cima da modesta Honduras nas semifinais, Brasil dos meninos tem direito a pensar em devolver o 7 a 1 da Alemanha, de trágica lembrança da Copa de 2014, na decisão da medalha de ouro no sábado (20/8), 17h, no Maracanã, na Olimpíada do Rio. Direito, sim. Dever, não.

Duro é convencer a torcida brasileira de que os alemães não merecem levar uma sova na final dos Jogos do Rio 2016

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Brasil se reconciliou com seu futebol, tão maltratado nos últimos tempos, ao despachar Honduras por 6 a 0 na semifinal dos Jogos do Rio. Há quem possa argumentar sobre a fragilidade do adversário, de nenhuma tradição. Pode ser. Mas não deslustra uma goleada construída com belos gols, alegria e leveza, sem aqueles rancores, medos e tédio que têm marcado a instituição Seleção Brasileira.

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Brasil favorito nos esportes coletivos esfarela na reta final dos Jogos do Rio. Uma das últimas apostas é a seleção do futebol masculino, após a queda do time de Marta, a derrocada do vôlei feminino, do handebol, do basquete e das incertezas com o vôlei de quadra dos rapazes. Até por isso, a responsabilidade do time de Neymar é imensa. Vencer Honduras neste início de tarde desta quarta-feira (17/8) é uma obrigação em busca do ouro no sábado contra o vencedor de Nigéria x Alemanha.

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A vontade de lutar está em seu sangue. Depois arrumar algumas brigas nas ruas de Salvador, Robson decidiu treinar Boxe para melhorar suas habilidades para brigar. Mas o efeito foi inverso. Aprendeu que brigar na rua não faz sentido e utilizou o seu dom dentro dos ringues, desde os 13 anos de idade, para se tornar um dos melhores boxeadores de sua categoria no mundo.

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Seleção Brasileira cai diante da Suécia na disputa dos pênaltis e coloca um ponto final no conto de fadas do futebol feminino do Brasil nos Jogos do Rio. Resta a disputa da medalha de bronze contra o vencedor do confronto entre Canadá e Alemanha. Deve também frear o entusiasmo de milhares de torcedores que entoaram  nas arenas o canto “Marta melhor que Neymar” na primeira fase do torneio na Olimpíada.

O que é isso aí acima? Um ser das águas? Não. É  Michael Phelps. O que é isso […]

Usain Bolt cumpriu com sua obrigação como um imortal do esporte. Venceu os 100 m rasos, a prova mais […]

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Michael Phelps volta para casa com quatro medalhas de ouro e uma de prata conquistadas na piscina dos Jogos do Rio. Peças preciosas a se juntar às outras 23 da sua coleção forjada a partir de Atenas (2004), depois Pequim (2008) e Londres (2012). Um acervo que ninguém tem neste mundo e muito improvável um terrestre jamais terá nos próximos séculos.

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Brasil exorcizou seus demônios contra a irrequieta Colômbia e carimbou sua passagem às semifinais do torneio de futebol masculino nos Jogos do Rio. Muito da vitória por 2 a 0, neste sábado (13/8), passou pelos pés e cabeça de Neymar, vítima preferida dos colombianos com um histórico ruim ao craque brasileiro na Copa de 2014 e na Copa América de 2015. Dessa vez, Neymar sobreviveu. A próxima parada é contra Honduras e, bem provável, Alemanha na final. A se confirmar esse encontro, fantasmas do 7 a 1 vão sobrevoar o Maracanã.

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Argentina está fora do torneio de futebol dos Jogos do Rio. Caiu eliminada na primeira fase ao empatar (1 a 1) com Honduras nesta quarta-feira (10/8). A queda recebeu duras críticas da imprensa de Buenos Aires. “Papelão” estamparam sites do respeitado La Nacion e do bem-humorado Olé. Jogadores da seleção foram inocentados pelos analistas locais, que despejaram fel em cima dos dirigentes.

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Michael Phelps, 31 anos, 1,93 m, conquistou sua 21.ª medalha de ouro olímpica, a terceira nos Jogos do Rio, ao fechar a prova dos 4 x 200 livre nesta terça-feira (09/8). Não há limites ao mito. O nadador nasceu nos Estados Unidos, comprovam seus documentos, mas é de outro planeta.

Brasil estreia contra a África do Sul no Mané Garrincha
Neymar no jogo contra África do Sul – Foto: Marcelo Camargo – Agência Brasil

Futebol brasileiro corre risco enorme de cair na primeira fase da Olimpíada nesta quarta-feira no jogo contra a Dinamarca. Seria um desastre do tamanho do 7 a 1. Devastador. Um tiro no coração da instituição Seleção Brasileira, sem credibilidade e em crise permanente desde o fracasso na Copa do Mundo de 2006. Buscar culpados neste momento é de um oportunismo sem propósito. De nada adianta cortar a cabeça de Neymar e servi-la na bandeja.

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Rafaela Silva é a tradução perfeita da superação que o esporte ensina. De vilã e discriminada com insultos racistas na Olimpíada de Londres em 2012, a judoca coloca o País aos seus pés ao conquistar a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos do Rio. Este é o momento de reflexão, de entender como uma menina nascida e criada na Cidade de Deus, no subúrbio miserável carioca, consegue subir tantos degraus da vida até alcançar o lugar mais alto do pódio olímpico. É para poucos. Respeito.