Corinthians e Palmeiras saem na frente da concorrência em busca de reforços para temporada de 2017. Sem esperar o encerramento do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, os dois rivais anunciam até sexta-feira a contratação de atacantes e meias. Nomes conhecidos e promessas. Nenhum assombro, apenas bons nomes.
Palmeiras e Flamengo são alvos de ações no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o STJD, a sete rodadas do fim do Brasileirão. Líder e vice-líder correm risco de ver anuladas as vitórias contra Figueirense e Fluminense, que pedem novas partidas com argumento de que foram prejudicados por decisões equivocadas da arbitragem. Campeonato Brasileiro, um dos mais acirrados da década, quem diria, vai parar mais uma vez no Tapetão. Dona dos direitos de transmissão da competição, a TV Globo poderia ter atuado para amenizar a crise.

Desde 7 de agosto, o São Paulo não vencia uma partida fora de casa no Brasileirão. Apertado, a um ponto da zona de rebaixamento, com o técnico Ricardo Gomes pendurado por um fio, o time reagiu e construiu na força de vontade uma vitória de virada por 2 a 1 contra o Fluminense, no Rio. Um resultado improvável diante do futebol exibido no primeiro tempo, mas real com a mudança de comportamento na última parte do jogo. Os três pontos levaram o Tricolor do 16.º lugar para o 12.º. Ufa!
Análise da 32.ª rodada em cinco temas não pode fugir da polêmica da arbitragem. Críticas de todos os lados e o que mais se ouviu neste domingo foi “juiz ladrão”
Palmeiras teve a rodada perfeita. Venceu o Figueirense e viu seus concorrentes caírem um a um com as derrotas do vice-líder Flamengo, do terceiro colocado Atlético-MG e o empate do Santos, o quarto na tabela. Time de Cuca abre assim quatro pontos em cima do Fla, oito do Galo e nove da equipe de Dorival Júnior. Seria belo aos palmeirenses não fosse a indignação total contra a arbitragem na maioria dos jogos deste domingo. Grito geral de “juiz ladrão” e “vergonha. Acompanhe:

Corinthians se acalma dentro de campo com a vitória diante do lanterna América-MG. Evidente que não fez mais do que a obrigação, ao jogar em casa contra o pior time do campeonato. Mas a tranquilidade aparente vem da estreia sem sobressaltos de Oswaldo de Oliveira. Treinador rejeitado pela torcida teria de recomeçar sua história no clube sem sofrer. Funcionou. Na quarta-feira, em Minas, terá um duro teste contra o Cruzeiro valendo vaga nas quartas de final da Copa do Brasil – no jogo de ida Corinthians venceu por 2 a 1. Se avançar, Oswaldo vai ganhar alguns créditos com a Fiel e tocar sua vida. Enquanto isso, bastidores no clube fervem.

Palmeiras estava pressionado ao abrir a rodada deste domingo. Distante apenas um ponto do vice-líder Flamengo, ainda no epicentro do furacão da polêmica da arbitragem, a ponto de o presidente Paulo Nobre afirmar que “ninguém vai ganhar o Brasileirão na mão grande”, o time de Cuca venceu o Figueirense por 2 a 1 fora de casa, abriu quatro pontos do time carioca, que perdeu do Inter, e fica muito perto da taça de campeão.

TV Globo, CBF e clubes têm uma chance de amenizar a crise da arbitragem no Brasileirão 2016. Basta convocar uma reunião de emergência e, por meio de um decreto assinado por todas as partes, vetar a exibição de tira-teima ou replay de um lance polêmico durante os jogos antes de o árbitro tomar a sua decisão. Dessa forma a tal “interferência externa”, tão explícita na confusão do último Fla-Flu, seria evitada. Sem acesso à imagem do gol impedido de Henrique a favor do Fluminense, ninguém teria como influenciar o árbitro Sandro Meira Ricci e seus bandeirinhas na hora de validar ou não o gol. E, por tabela, evitaria a “troca de tiros” entre cartolas de Palmeiras e Flamengo.

Oswaldo de Oliveira assumiu o comando do time do Corinthians nesta sexta-feira (14/10) falando grosso. Disse que quem ama não vaia, em busca do apoio da torcida. Voltou ao passado, fim dos anos 90 e começo dos 2000, quando ganhou tudo no time da Fiel. Há pouco mais de um mês, Ricardo Gomes retornava ao São Paulo por ter sido importante ao clube lá por volta de 2009, momento de júbilo no Morumbi. E o que dizer de Celso Roth no Inter e Renato Gaúcho no Grêmio? De identidade com os clubes gaúchos, dirigem os dois times com o coração da história e incertezas de um futuro breve. Futebol no Brasil não consegue tirar algemas do passado.
Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, disse no final da tarde desta sexta-feira (14/10) que “ninguém vai levar o Campeonato Brasileiro na mão grande” e afirmou que o Flamengo pressiona a arbitragem, CBF e Comissão de Arbitragem para ser beneficiado nos jogos. Nobre falou ainda que a “pressão do Flamengo é absurda” e citou a confusão no clássico carioca quando o juiz Sandro Meira Ricci levou 13 minutos para não validar o gol de Henrique do Fluminense.
Brasileirão 2016, quem diria, vai parar no STJD, o Superior de Tribunal de Justiça Desportiva. Por decisão do presidente do Fluminense, Peter Siemsen, o clube vai pedir na CBF a anulação do clássico contra Flamengo. Dirigente alega que o árbitro Sandro Meira Ricci anulou o gol de empate do Flu, após enorme confusão no campo, por interferência externa ao trio de arbitragem. O recurso será enviado ao STJD ainda nesta sexta-feira (14/10). Flamengo reage e seu presidente Eduardo Bandeira de Melo diz que o clube já perdeu pontos por erros dos apitadores. Pavio do barril de pólvora está aceso.

São Paulo é candidato sério ao rebaixamento a oito rodadas do fim do Brasileirão. Está apenas a três pontos da zona da degola. Pior, não tem como reagir. A derrota por 1 a 0 no clássico contra o Santos escancara, mais uma vez, o quanto o time é desequilibrado. Quando se desdobra com força de vontade e entrega, sucumbe à falta de recursos, em especial na linha de ataque. Torcedor são-paulino sabe que vai sofrer até o fim. E do outro lado, o Santos a cada rodada consolida sua vaga na Libertadores de 2017.

Zé Roberto, aos 42 anos, garantiu o empate sem gols com o Cruzeiro em Araraquara. Não fosse o velho lateral se jogar de barriga na bola tocada por Robinho e o Palmeiras sairia derrotado da Fonte Luminosa. Não perdeu, somou um ponto e deixou uma ponta de desconfiança na corrida pelo título a oito rodadas do fim do Brasileirão. Não é mais absoluto.

Oswaldo de Oliveira recebe o Corinthians de Fabio Carille ainda com chance de brigar por uma vaga na Copa Libertadores 2017. Na despedida do interino, o time venceu o Santa Cruz de virada por 4 a 2, chegou aos 45 pontos, na oitava posição da tabela e bem perto do G-6. Quem olha o placar elástico pode se iludir. Ainda sob os efeitos da sequência de seis rodadas sem vitórias, o alvinegro jogou para o gasto. Oswaldo, como já se esperava, vai ter muito trabalho.
Oswaldo de Oliveira assume o Corinthians nesta quinta-feira (13/10), um dia depois de deixar o Sport à beira da zona de rebaixamento do Brasileirão com a derrota por 3 a 0 para a Chapecoense. Em baixa na carreira, é de se perguntar o que Oswaldo vai fazer nesta sua volta ao clube?

Seleção Brasileira não sentiu a falta de Neymar para assumir a liderança das Eliminatórias da Copa de 2018. Sem grandes sustos, derrotou a fraca Venezuela por 2 a 0 em Mérida. Sem o craque, o time fez tudo certo. Tudo bem que sem muito lustro, sem nada de muito especial, de diferente, mas uma vitória consistente que marca a recuperação do escrete desde a chegada de Tite. Quatro jogos, quatro vitórias. E com um alô de Gabriel Jesus, agora com quatro gols em quatro jogos.

Vanderlei Luxemburgo voltou da China em junho ao ser demitido do Tianjin, da Segunda Divisão. Estava quieto até o fim de setembro. De repente, em apenas uma semana neste início de outubro, provocou um furacão com declarações polêmicas envolvendo Felipão, corrupção no futebol chinês e Pep Guardiola. E entrou no radar de São Paulo, Corinthians e Santos, clubes enroscados com seus treinadores no Brasileirão-2016. Seu nome sofre forte rejeição nas torcidas dos três clubes, indicam sondagens nas redes sociais.

Palmeiras não desengata a marcha nem desacelera na estrada que o conduz até o título do Brasileiro. Sem brilho, com excesso de segurança e cauteloso ao extremo, se impôs contra o virtualmente rebaixado América-MG. Venceu por 2 a 0 em Londrina, mas pode dizer Allianz Parque, com maioria absoluta de palmeirenses no Estádio do Café. Nas contas de Cuca faltam pelo menos cinco vitórias, em nove rodadas, para levantar a taça. Matemática sempre de olho no Flamengo, o vice-líder irredutível na corrida para ser campeão.
Seleção Brasileira restabelece sua própria hierarquia. Depois de muito tempo de angústia, tédio, tensão e futebol crispado dos tempos de Dunga, voltou à temperatura normal sob o comando de Tite. Trocou o jogo pesado por um mais leve, afeito à troca de passes, dribles, jogo coletivo e, o melhor de tudo, apetite pelo gol. Talvez isso explique os 5 a 0 para cima da Bolívia nesta quinta-feira, válido pelas Eliminatórias da Copa de 2018.






