Gabriel Jesus não precisa do tempo. O tempo é que precisa de Gabriel Jesus. Ligeiro, determinado, pulveriza seus marcadores com um piscar d’olhos. Fulmina goleiros com extrema desenvoltura como se manobrasse um brinquedo. Não treme e faz tremer zagueiros, sejam eles durões ingleses constituídos de uma muralha de músculos. Quem entendia ou entende tudo isso como um exagero, dever mudar de posição a partir da exibição de Jesus na sua estreia no Campeonato Inglês com a camisa do Manchester City nesta quarta-feira (01/2).

A uma semana da estreia no Campeonato Paulista, o Palmeiras deixa claro sua enorme dificuldade para fazer gols. No amistoso contra a Ponte Preta, último ensaio da pré-temporada, empatou por 1 a 1 no Allianz Parque com direito a desperdício de uma quantidade considerável de gols, em especial no primeiro tempo quando Eduardo Baptista usou a maioria de seus titulares. Não vai ser fácil encontrar uma solução. Ausência de Gabriel Jesus incomoda.
Quando Raí destruiu o Barcelona em 1992, Zico esfarelou o Liverpool em 1981 e Renato Gaúcho pulverizou o Hamburgo em 1983, e tantos outros chamados de heróis levaram seus times ao título, nenhum torcedor em nenhum canto do planeta estava preocupado se a Fifa reconheceria aquela façanha de campeão do Mundial de Clubes. Vencedores celebravam a conquista, perdedores choravam a derrota. Sul-americanos e europeus, não importa aqui a ordem. Eram sim senhores os campeões do mundo, mesmo que a taça não tivesse o timbre da Fifa, muito menos se o papel frio dos documentos não atestasse a idoneidade do jogo entre clubes da América e da Europa. Ninguém dava a mínima para a Fifa.

Dez vezes Corinthians na Copa São Paulo de Juniores, em 18 finais. Não é para qualquer um. Levantar a taça da Copinha virou uma doce rotina. A décima chegou com a vitória por 2 a 1 contra o surpreendente Batatais nesta quarta-feira (25/1). A cada título, uma fornada de bons e ótimos meninos de talento. Nesta edição de 2017, surgiu a geração dos “inhos”. Diminutivo nos nomes, aumentativo no talento. Carlinhos, 19 anos, o centroavante grandalhão, Pedrinho, 18, o meia com pinta de craque, Marquinhos, 18, outro meia dos gols decisivos. Esse trio dos “inhos” e mais Mantuan e Fabricio Oya têm tudo para fazer carreira no time de cima, desde que, claro, os cartolas não coloquem obstáculos como de costume.

Alexandre Mattos estava empolgado na noite de 21 de junho de 2016 no Allianz Parque. Ao lado de Raúl Sanllehí, diretor do Barcelona, em um dos camarotes da arena, o executivo do Palmeiras deitava falação e elogios aos jogadores do clube paulista. Lá embaixo, no campo, Gabriel Jesus, com extrema colaboração de Roger Guedes, destruía o América-MG com dois gols ainda no primeiro tempo. Sanllehí estava de olho em Jesus, objeto do desejo do Barça. Mattos pensava mais longe. Já dava como certa a venda do prodígio. Queria chamar atenção do espanhol para outro diamante. “Raúl, Raúl, você precisa ver nossos meninos, nossa La Masia (referência às categorias de base do Barcelona), você precisa ver o Vitinho, vai ser a nossa próxima joia”. Sanllehí se deliciava com Jesus e se mostrava impressionado com Roger Guedes. “Quem é esse louro? Ele está pronto para jogar na Europa”.
Fifa é tradução de dinheiro. Sai presidente, entra presidente e a história não muda. Alguns são afastados por corrupção, outros algemados, uns alijados do poder por embolsar dinheiro alheio. Tudo continua como se nada tivesse acontecido. Nessa ciranda a busca constante por mais grana vem da Copa do Mundo, o maior negócio do esporte de que se tem história. Receitas de uma Copa hoje não ficam abaixo dos R$ 10 bilhões. Por isso a Fifa anunciou nesta terça-feira o inchaço do Mundial de 2026 com 48 seleções – contra 32 que teremos na Rússia em 2018 e no Catar, 202
Futebol brasileiro perde prestígio na eleição dos melhores do mundo com chancela da Fifa. Desde 2007, quando Kaká levou a Bola de Ouro, nenhum jogador do País desbancou a dupla Cristiano Ronaldo e Messi. Neymar chegou perto em 2015. Acabou na terceira colocação. Minguaram as estrelas. Outro dado interessante se nota na escolha dos 11 jogadores da seleção ideal da temporada. Antes povoada de jogadores do Brasil, hoje emplaca apenas os laterais Daniel Alves e Marcelo.


Jogar no futebol brasileiro tem sido fácil aos repatriados nos últimos anos. É só ter um pouquinho de vontade. Veja o caso de Diego Ribas no Flamengo. Em pouco menos de cinco meses no clube carioca, virou referência. Pediram sua volta à Seleção Brasileira. Diego estava há mais de dez anos na Europa. Robinho, entre idas e vindas, também se destacou no cenário nacional em defesa do Atlético-MG, um dos melhores do Brasileirão 2016. E o que dizer de Zé Roberto, 42 anos, peça fundamental no Palmeiras campeão…

Paulo Henrique Ganso deixou o São Paulo negociado ao Sevilla por 10 milhões de euros, em junho de 2016. Convenceu dirigentes do clube paulista do seu desejo de jogar no futebol europeu. Carregou com a sua transferência o sonho de se destacar no time de Jorge Sampaoli e dali pular para um gigante, quem sabe um Real Madrid, um Barcelona, reatar a parceria com Neymar. Seis meses depois, Ganso sofre duras críticas e pouco aparece em campo. Quando joga, vira alvo de pedradas da imprensa local.

Fiel aumenta sua preocupação com futuro do Corinthians. Se andava desconfiada no fim da temporada passada, com o baixo rendimento do time e a falta de opções no grupo de jogadores, a situação se agrava neste início de janeiro de 2017. Tudo porque os investimentos em reforços têm sido uma decepção. O anúncio da contratação do volante Paulo Roberto, de 29 anos, reserva do Sport Recife, soou como uma provocação dos dirigentes aos torcedores.
Palmeiras e Flamengo entram em 2017 da mesma forma como fecharam 2016. O clube paulista leva vantagem diante do carioca, assim como aconteceu no Brasileirão do ano passado. Seja na contratação de reforços, seja nos acordos de patrocínio. Confronto saudável e um bem ao futebol brasileiro neste início de temporada.
Palmeiras vai mudar seu perfil na próxima temporada. Aquele time campeão brasileiro, moldado a trocar passes e fazer do ataque uma avalanche, deve ser mais conservador. Vai perder leveza. A mudança é em função da Copa Libertadores, principal meta do clube em 2017. Contratações do porte de Felipe Melo, Guerra e, provavelmente, do lateral Willian (Internacional de Porto Alegre) e o atacante Borja atendem às exigências de um time mais cascudo, rodado. Falta nesse pacote, um extra-série do porte de Gabriel Jesus.
Dirigentes de Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos entram em 2017 com demandas diferentes e em busca de […]

CBF dá mais importância à Copa do Brasil do que ao Campeonato Brasileiro. Deixou bem clara essa opção quando anunciou nesta segunda-feira (19/12) a nova premiação ao campeão da Copa em 2018. Vai pagar R$ 68,7 milhões ao clube que levantar a taça. O Palmeiras levou apenas R$ 17 milhões com a conquista do Brasileirão 2016.
Quando Vanderlei Luxemburgo conquistou seu primeiro titulo no Palmeiras, em 1993, Guto Ferreira dava início à sua carreira […]
Aos leitores desse Blog do Prósperi, apresento dois lançamentos. Primeiro, um novo blog coletivo, o CHUTEIRA FC, do […]

Atlético Nacional de Medellín está eliminado do Mundial de Clubes da Fifa no Japão. Sua derrota por 3 a 0 ao Kashima Antlers começa com um gol de pênalti anotado pelo árbitro com essa excrescência de se usar a tecnologia no futebol. Entre o lance da penalidade e a decisão do juiz se passaram mais de 2 minutos, tempo suficiente para sair um gol, um impedimento polêmico ou até mesmo outro pênalti.
Cristiano Ronaldo é eleito o Bola de Ouro da France Football. Falta ainda o prêmio de melhor do mundo a ser concedido pela Fifa em janeiro de 2017. Até a temporada passada, a votação era conjunta entre a revista e entidade na parceria firmada em 2010. De 1956 a 2009, a France sempre elegeu o craque do ano na Europa. A eleição exclusiva da Fifa é mais recente, com início em 1991. Sem entrar no mérito da história, o fato é que Cristiano Ronaldo tem tudo para levar a Bola de Ouro da Fifa também. E os brasileiros? Quando terão nova chance?
