Palmeiras vai mudar seu perfil na próxima temporada. Aquele time campeão brasileiro, moldado a trocar passes e fazer do ataque uma avalanche, deve ser mais conservador. Vai perder leveza. A mudança é em função da Copa Libertadores, principal meta do clube em 2017. Contratações do porte de Felipe Melo, Guerra e, provavelmente, do lateral Willian (Internacional de Porto Alegre) e o atacante Borja atendem às exigências de um time mais cascudo, rodado. Falta nesse pacote, um extra-série do porte de Gabriel Jesus.
Gabriel Jesus
Cristiano Ronaldo é eleito o Bola de Ouro da France Football. Falta ainda o prêmio de melhor do mundo a ser concedido pela Fifa em janeiro de 2017. Até a temporada passada, a votação era conjunta entre a revista e entidade na parceria firmada em 2010. De 1956 a 2009, a France sempre elegeu o craque do ano na Europa. A eleição exclusiva da Fifa é mais recente, com início em 1991. Sem entrar no mérito da história, o fato é que Cristiano Ronaldo tem tudo para levar a Bola de Ouro da Fifa também. E os brasileiros? Quando terão nova chance?
Futebol brasileiro se despede da temporada 2016 neste domingo. Nas últimas semanas, escancarou nossas mazelas e premiou quem […]

Gabriel Jesus se despediu do Palmeiras nesta quarta-feira (07/12). Vai embora campeão brasileiro e ao encontro de Pep Guardiola, um dos treinadores mais badalados do mundo, no Manchester City. Ao mesmo tempo do adeus do menino ao Palestra, na Itália a imprensa noticia o provável empréstimo de Gabigol por parte da Inter de Milão a um time pequeno do país ou da Espanha. O abismo entre os dois Gabriéis escancara modelos diferentes de exportação de jovens jogadores do Brasil ao mercado europeu e seus efeitos na carreira de cada um.
Palmeiras nove vezes campeão do Brasil. A consagração começou em maio, quando venceu o Atlético-PR por 4 a 0 na estreia, e acabou neste domingo (27/11) ao derrotar a Chapecoense por 1 a 0 no Allianz Parque. Uma conquista irreparável, repleta de heróis improváveis como Jailson, uma comunhão inesquecível com sua torcida, dramas como de Prass, um craque precoce do quilate de Gabriel Jesus, a mão de Cuca e o palmeirense comum contagiado de alegria com um título distante há 22 anos.
Gabriel Jesus retribui a Tite a confiança de receber do treinador da Seleção Brasileira a emblemática camisa 9, vestida por alguns mitos do nosso futebol. De seus pés nasceu a sexta vitória consecutiva do escrete sob nova direção. Dessa vez a vítima foi a Seleção Peruana, derrotada por 2 a 0 em Lima. Jesus foi o artífice de um triunfo coletivo como há muito não se via no time do Brasil.

Tite tem como patente nos clubes que dirigiu o rigor defensivo. Seus times marcavam muito, eram equilibrados, mas ferroavam pouco na hora de balançar a rede. Já foi chamado até de “empaTite”. Quando resolveu beber na fonte do futebol europeu, em estágios e estudos com treinadores consagrados no continente, percebeu que deveria valorizar mais o ataque. Na volta ao Corinthians, em 2015, deu sinais dessa, digamos, ousadia. Na Seleção Brasileira fez o que Dunga não havia imaginado: reunir atacantes rápidos, envolventes e talentosos e, de preferência, jovens. Então descobriu o tridente Philippe Coutinho-Gabriel Jesus-Neymar, o CJN.

Seleção Brasileira resgatou sua identidade com uma vitória categórica por 3 a 0 contra Argentina no Mineirão. Quando se enquadra um rival de tradição, de camisa, é sinal de que está no caminho certo. Brasil de Tite se fez presente no momento de dificuldade e se impôs com autoridade ao ser desafiado. Venceu, passou por cima. E jogou os argentinos no abismo – na sexta colocação das Eliminatórias, eles correm risco sério de não ir à Copa do Mundo da Rússia em 2018.
Seleção Brasileira volta ao Mineirão do 7 a 1 com outra cara no duelo contra rival Argentina. Craque […]
Palmeiras está no centro da discussão nesta reta final do Brasileirão. Alvo preferido da polêmica de que vai ser campeão, apesar de não jogar um futebol empolgante, bonito de se ver. Ou não tem sido tão brilhante como o Corinthians, dono inconteste da taça em 2015. Alguns colegas jornalistas têm desmentido essa “verdade” comparando números da campanha do Palmeiras de 2016 com os mais recentes campeões desde a implantação dos pontos corridos o Brasileirão em 2003. Este Blog do Prósperi, não afeito à numeralha, vai por outro caminho na tentativa de desmitificar a tese de que o time de Cuca só vai levantar a taça por ser estar um pouquinho acima da mediocridade geral de seus adversários.

Palmeiras nadou contra correnteza diante de um Internacional aguerrido em busca da salvação. Desde a vitória do Santos contra a Ponte Preta de manhã, assumindo o segundo lugar, se esperava um jogo de alta tensão no Allianz Parque. O líder não tinha outra alternativa a não ser vencer a todo custo o time gaúcho. Era quase uma decisão de campeonato.
Cuca assumiu o compromisso público de recuperar o futebol de Gabriel Jesus, após derrota (1 a 0) diante do Santos sábado na Vila. Disse que esta é uma de suas missões na reta final do Campeonato Brasileiro – restam cinco rodadas. Não parece uma tarefa fácil. Treinador do Palmeiras não terá tempo para devolver o garoto aos seus dias de encanto. Jesus, depois do jogo contra o Inter no domingo (06/11), vai servir a Seleção Brasileira e só deve voltar no dia 17/11 na partida contra o Atlético-MG no Mineirão.

Palmeiras estava pressionado ao abrir a rodada deste domingo. Distante apenas um ponto do vice-líder Flamengo, ainda no epicentro do furacão da polêmica da arbitragem, a ponto de o presidente Paulo Nobre afirmar que “ninguém vai ganhar o Brasileirão na mão grande”, o time de Cuca venceu o Figueirense por 2 a 1 fora de casa, abriu quatro pontos do time carioca, que perdeu do Inter, e fica muito perto da taça de campeão.

Seleção Brasileira não sentiu a falta de Neymar para assumir a liderança das Eliminatórias da Copa de 2018. Sem grandes sustos, derrotou a fraca Venezuela por 2 a 0 em Mérida. Sem o craque, o time fez tudo certo. Tudo bem que sem muito lustro, sem nada de muito especial, de diferente, mas uma vitória consistente que marca a recuperação do escrete desde a chegada de Tite. Quatro jogos, quatro vitórias. E com um alô de Gabriel Jesus, agora com quatro gols em quatro jogos.
Seleção Brasileira restabelece sua própria hierarquia. Depois de muito tempo de angústia, tédio, tensão e futebol crispado dos tempos de Dunga, voltou à temperatura normal sob o comando de Tite. Trocou o jogo pesado por um mais leve, afeito à troca de passes, dribles, jogo coletivo e, o melhor de tudo, apetite pelo gol. Talvez isso explique os 5 a 0 para cima da Bolívia nesta quinta-feira, válido pelas Eliminatórias da Copa de 2018.

Palmeiras entra na contagem regressiva do título do Brasileirão ao derrotar o Santa Cruz por 3 a 2 no Recife. Com o resultado, abre três pontos do vice-líder Flamengo, a dez rodadas do fim, e consolida a campanha de mais forte candidato a levantar a taça. No jogo, Cuca iniciou com Zé Roberto na articulação para compensar a ausência de Dudu, suspenso. Funcionou no primeiro tempo – depois Zé voltou a jogar na lateral -, quando ele fez o gol e abriu o caminho da vitória definitiva.

Vanderlei Luxemburgo, 64 anos, estava longe da mídia desde que voltou da China, após ser demitido do Tianjin Quanjian, há pouco menos de quatro meses. Neste período recebeu sondagens de clubes brasileiros e continua na pauta de times paulistas. Ainda atendeu a um chamado de Tite para trocar opiniões a respeito da Seleção Brasileira. Nesta sexta-feira (30/9), o treinador participou do programa Donos da Bola, apresentado pelo ex-jogador Neto, na Band. Disse que o Palmeiras está um pouco acima de Flamengo e Atlético-MG na corrida pelo título, elogiou, e muito, Gabriel Jesus, defendeu Cuca na “briga” com Rafael Marques e negou que tenha sido sondado pelo Corinthians.
Palmeiras, com um jogador a mais desde os 40 minutos do primeiro tempo, esgarça seus nervos, se rende à força do Flamengo, empata por 1 a 1 e pode se complicar no sprint final em busca do título. No jogo que poderia abrir quatro pontos do segundo colocado, fica com apenas um na frente do time carioca e ainda perde Gabriel Jesus e Vitor Hugo para o clássico contra o Corinthians neste sábado no Itaquerão.
