Corinthians não levou adiante o impeachment do presidente Roberto Andrade. Por decisão do seu Conselho Deliberativo, com 183 votos a favor de Andrade e 81 contra, não foi admitida a possibilidade de afastar o dirigente nesta noite de segunda-feira (20/2). O processo se arrastava há quatro meses. Nos bastidores do Parque São Jorge se tem como certo um amplo acordo costurado dentro do grupo que estava rachado e governa o clube desde 2007 quando Andrés Sanchez se elegeu sucessor de Alberto Dualib. Sanchez terá mais peso na gestão de Andrade, cujo mandato acaba apenas em fevereiro de 2018.
Corinthians se reconcilia com sua gente ao se impor diante do invertebrado Internacional. A vitória por 1 a 0 serve como antídoto contra a crise e, sob olhar da torcida com sede de vingança, ajuda a destroçar ainda mais o time gaúcho – um gigante encomendado à Série B de 2017 com todas as honras. Marlone, autor do gol e candidato ao Gol Puskas (o mais bonito do ano), simboliza a noite perfeita desta segunda-feira ao Alvinegro.
Corinthians ainda tem meios de evitar o desastre nesta temporada de 2016. A única saída é conquistar vaga na Copa Libertadores de 2017, depois da generosa colaboração da Conmebol ao aumentar número de clubes brasileiros na competição. O torneio internacional é garantia de receita extra com cotas de televisão e bônus de premiação. Mais que isso, a certeza de que terá casa cheia no Itaquerão e boas perspectivas de aumentar o faturamento do seu programa de sócio-torcedor. Para que essa equação seja resolvida, o time precisa jogar bola nas três rodadas que restam no Brasileirão. Essa é a encrenca.
São Paulo e Corinthians se enfrentam neste sábado no Morumbi no pior momento dos dois times na temporada. O primeiro briga para não ser rebaixado à Série B. O segundo finca unhas na rocha em busca da salvadora vaga na Copa Libertadores. Desespero resume bem a situação desses gigantes no clássico de torcida única, que terá casa cheia de são-paulinos – até esta quinta-feira (03/11), 45 mil ingressos haviam sido vendidos.
Este Blog do Prósperi contou em post publicado na terça-feira (01/11) como nasceu a Arena Corinthians, inaugurada em maio de 2014. História necessária para entender a enorme pressão política na construção de um estádio por uma empreiteira atolada na Operação Lava Jato. Necessária ainda a partir da informação publicada pelo jornalista Juca Kfouri na Folha de S. Paulo (edição de 01/11) dando conta de problemas estruturais no estádio, em especial com o vazamento de 10,1 milhões de litros de água que poderia comprometer a arena. No mesmo dia, Roberto Andrade, presidente do Corinthians, afirmou que se risco houvesse aos torcedores o estádio seria interditado de imediato. Nesta quarta-feira (02/11), enfim, a Odebrecht, responsável pela construção do estádio, emitiu nota oficial dando garantias que o Itaquerão não corre risco de cair.
Itaquerão pode ser interditado por causa de um vazamento de 10,1 milhões de litros de água na área de parte do estacionamento da arena do Corinthians. Roberto Andrade, presidente do clube, disse nesta terça-feira que “caso exista qualquer percentual de risco, nós não usaremos o estádio. Isso quem vai atestar é a construtora (Odebrecht)”.
Corinthians já deve antecipar o fim do expediente e fechar para balanço nesta temporada. Sem recursos técnicos e comandado por um treinador interino, decepcionou mais uma vez no Itaquerão e chegou a seis jogos sem vencer no Brasileirão ao empatar por 0 x 0 com o Atlético-MG, desfalcado de dez jogadores importantes. Bom para o time de Minas, que só se defendeu e saiu feliz com um ponto fora de casa.
Corinthians entra naquele período de mais dúvidas do que certezas. Patina no Brasileirão, continua sob comando de técnico interino, sempre à espera da espada a cortar sua cabeça, e começa a se sentir abandonado por sua torcida. E o futuro na Copa do Brasil, possível salvação da temporada, também provoca mais pontos de interrogação. Por isso, a vitória por 2 a 1 diante do Cruzeiro no Itaquerão não deve ser encarada como um recomeço. No jogo de volta, o time de Minas entra vivo e com perspectivas de eliminar o rival paulista.
Palmeiras fez um clássico de quem briga pelo título e o Corinthians, dos sem ambição e sem força. Posturas diferentes e exemplares do destino dos rivais neste Campeonato Brasileiro. Não por acaso, torcedores se voltaram contra o presidente Roberto Andrade e assessores nos camarotes. Xingamentos, dedos apontados aos culpados e tentativa de agressão. Constrangidos, se encolheram nas poltronas do Itaquerão antes mesmo do intervalo do jogo e demitiram Cristóvão Borges ao final do clássico. Tamanha revolta se explica com a derrota por 2 a 0, a queda de mais de um ano de invencibilidade no Itaquerão e um futuro de incertezas. Quanto ao líder Palmeiras, impecável.
Corinthians jogou apenas um tempo, o segundo, contra o Sport. No primeiro, contemplou as ações do time de Pernambuco e não sofreu gols por incompetência do adversário. Depois, Cristóvão Borges reinventou o time com a troca de apenas um jogador e construiu a vitória fácil por 3 a 0 nesta quinta-feira (08/9) no Itaquerão. Esse resultado devolve o alvinegro aos primeiros lugares do Brasileirão.
Corinthians volta a vencer no Brasileirão após angustiantes seis rodadas sem um único triunfo. De virada, derrotou o desesperado Vitória por 2 a 1 no Itaquerão a 9 graus nesta noite de segunda-feira. O resultado, a marcar a reconciliação com a torcida, se deve à entrada de Marlone no segundo tempo. Ele foi começo de tudo até a vitória. E provou ao técnico Cristóvão Borges que tem lugar nesse time.
Corinthians perdeu o prumo nesta reta final de primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Não cria, não se impõe em casa e não organiza o sistema defensivo, cada vez mais vulnerável. Tudo isso ficou muito claro no empate por 1 a 1 diante do Figueirense no Itaquerão abarrotado de torcedores.
Empate no clássico no Itaquerão deixa claro a necessidade que o Corinthians tem de um atacante acima da média. Nome dele é Alexandre Pato, em fase final de recondicionamento físico. O São Paulo, depois de se espatifar na Libertadores e perder de uma tacada só Ganso, Calleri e Alan Kardec, também precisa urgente de um goleador destemido. E nome dele não é Gilberto, contratado na sexta-feira.