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Palmeiras quis guerra quando era necessário jogar bola na estreia na Copa Libertadores. Nada mais questionável do que encarar a competição continental como algo diferente, de que o jogo físico deve ser valorizado mais do que a técnica. Ao partir para o confronto corpo a corpo contra o modestíssimo Atlético Tucumán, saiu com prejuízo. Perdeu Vitor Hugo com 20 minutos do primeiro tempo e, com um a menos no tablado, deixou de se impor como um pretendente ao título teria de obrigação de fazer. Por isso, o empate por 1 a 1 fora de casa não foi tão ruim, apesar dos poucos recursos do adversário argentino.

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Alexandre Mattos estava empolgado na noite de 21 de junho de 2016 no Allianz Parque. Ao lado de Raúl Sanllehí, diretor do Barcelona, em um dos camarotes da arena, o executivo do Palmeiras deitava falação e elogios aos jogadores do clube paulista. Lá embaixo, no campo, Gabriel Jesus, com extrema colaboração de Roger Guedes, destruía o América-MG com dois gols ainda no primeiro tempo. Sanllehí estava de olho em Jesus, objeto do desejo do Barça. Mattos pensava mais longe. Já dava como certa a venda do prodígio. Queria chamar atenção do espanhol para outro diamante. “Raúl, Raúl, você precisa ver nossos meninos, nossa La Masia (referência às categorias de base do Barcelona), você precisa ver o Vitinho, vai ser a nossa próxima joia”. Sanllehí se deliciava com Jesus e se mostrava impressionado com Roger Guedes. “Quem é esse louro? Ele está pronto para jogar na Europa”.

4bb9228521b7706f8af0ab6511487c18Palmeiras e Flamengo entram em 2017 da mesma forma como fecharam 2016. O clube paulista leva vantagem diante do carioca, assim como aconteceu no Brasileirão do ano passado. Seja na contratação de reforços, seja nos acordos de patrocínio. Confronto saudável e um bem ao futebol brasileiro neste início de temporada.

Palmeiras vai mudar seu perfil na próxima temporada. Aquele time campeão brasileiro, moldado a trocar passes e fazer do ataque uma avalanche, deve ser mais conservador. Vai perder leveza. A mudança é em função da Copa Libertadores, principal meta do clube em 2017. Contratações do porte de Felipe Melo, Guerra e, provavelmente, do lateral Willian (Internacional de Porto Alegre) e o atacante Borja atendem às exigências de um time mais cascudo, rodado. Falta nesse pacote, um extra-série do porte de Gabriel Jesus.

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CBF dá mais importância à Copa do Brasil do que ao Campeonato Brasileiro. Deixou bem clara essa opção quando anunciou nesta segunda-feira (19/12) a nova premiação ao campeão da Copa em 2018. Vai pagar R$ 68,7 milhões ao clube que levantar a taça. O Palmeiras levou apenas R$ 17 milhões com a conquista do Brasileirão 2016.

Brasileirão 2016 chega ao fim com o Corinthians fora da Copa Libertadores e o Internacional rebaixado pela primeira […]

Futebol brasileiro se despede da temporada 2016 neste domingo. Nas últimas semanas, escancarou nossas mazelas e premiou quem […]

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Gabriel Jesus se despediu do Palmeiras nesta quarta-feira (07/12). Vai embora campeão brasileiro e ao encontro de Pep Guardiola, um dos treinadores mais badalados do mundo, no Manchester City. Ao mesmo tempo do adeus do menino ao Palestra, na Itália a imprensa noticia o provável empréstimo de Gabigol por parte da Inter de Milão a um time pequeno do país ou da Espanha. O abismo entre os dois Gabriéis escancara modelos diferentes de exportação de jovens jogadores do Brasil ao mercado europeu e seus efeitos na carreira de cada um.

edubap1Palmeiras começa errado seu planejamento para 2017. Dirigentes não pensaram em um treinador, mesmo informados de que Cuca não renovaria contrato. Imaginaram, em cima do sucesso do time campeão brasileiro e do cofre cheio de dinheiro, que treinadores bateriam à porta do clube se oferecendo para dirigir o time. Não deu certo. Roger Machado, o mais cobiçado do mercado, fechou com o Atlético-MG. Abel Braga assinou com o Fluminense. Vanderlei Luxemburgo, injustiça ou não, ninguém quer. Sobrou Eduardo Baptista, da Ponte Preta, sem currículo e apenas uma boa promessa.

17424185Roger Machado apareceu como técnico de time grande no ano passado, ao substituir Felipão no Grêmio na primeira rodada do Brasileirão de 2015. Fez um bom campeonato e levou o clube gaúcho à Copa Libertadores. Na temporada de 2016, não foi campeão estadual, vacilou na metade do campeonato nacional e saiu da Libertadores eliminado nas oitavas de final. Não assombrou o mundo, muito menos o futebol brasileiro. Difícil entender sua alta cotação no mercado doméstico.

 

pro12-7Palmeiras nove vezes campeão do Brasil. A consagração começou em maio, quando venceu o Atlético-PR por 4 a 0 na estreia, e acabou neste domingo (27/11) ao derrotar a Chapecoense por 1 a 0 no Allianz Parque. Uma conquista irreparável, repleta de heróis improváveis como Jailson, uma comunhão inesquecível com sua torcida, dramas como de Prass, um craque precoce do quilate de Gabriel Jesus, a mão de Cuca e o palmeirense comum contagiado de alegria com um título distante há 22 anos.

image-1Palmeiras entortou mais um adversário na contagem regressiva rumo ao título do Brasileirão que não conquista há 22 anos. Ao empatar por 1 a 1 com o Atlético-MG fora de casa, consolidou a chance de ser campeão com duas vitórias na sua morada, contra Botafogo e Chapecoense. Ser campeão no Allianz Parque era uma ambição desde a reconstrução desse time há quatro anos. No domingo, se vencer o Botafogo, o Santos perder para o Cruzeiro e o Flamengo empatar com o Coritiba, a taça já pode ser enviada diretamente a rua Palestra Itália.

Personagens do Brasileirão 2016 – perfil (3)
Meio-campista pulou do Audax ao Palmeiras, não se intimidou e não chama atenção dos catedráticos do futebol. Azar deles

SÃO PAULO 23/10/2016 PALMEIRAS X SPORT RECIFE CAMPEONATO BRASILEIRO  2016

Tchê Tchê chama-se Danilo. Nesse negócio de futebol globalizado, em que jogadores têm de ter nome e sobrenome ou dois nomes, esse sujeitinho, com cara de menino sem medo, não quer ser reconhecido pelo RG. Prefere seguir sua carreira como foi batizado num campo de futebol. Nem importa se agora é do Palmeiras e um dia saiu do Audax. Até porque na hora de pesquisar se ele joga bola, como poucos, ninguém vai se lembrar se é Tchê Tchê ou Danilo. Vai guardar na mente como esse jogador pequenininho vira um gigante diante de todos adversários e arrebata multidões de torcedores.

Personagens do Brasileirão 2016 – perfil (1)
Meia do Sport Recife acumula coleção absurda de gols bonitos e se reinventa como um dos destaques e artilheiros do campeonato

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Diego Souza nasceu para fazer gols bonitos. Não importa o clube, momento do time, se a vitória é vital ou não. Sua ambição é destruir a reputação dos goleiros. Bate na bola com raiva e carinho. Muitas vezes sem que a esfera caia na relva. Nesta segunda-feira (07/11), juntou mais dois golaços à coleção de pequenas obras-prima e destruiu o Grêmio em Porto Alegre. E assumiu a artilharia do Brasileirão com 13 gols, ao lado de Fred. Ele é assim. Irado quando perde com erros alheios e comum quando vence, Diego faz do futebol o mesmo que artistas plásticos criam das imagens.

26411418633_7a2551a277_oPalmeiras está no centro da discussão nesta reta final do Brasileirão. Alvo preferido da polêmica de que vai ser campeão, apesar de não jogar um futebol empolgante, bonito de se ver. Ou não tem sido tão brilhante como o Corinthians, dono inconteste da taça em 2015. Alguns colegas jornalistas têm desmentido essa “verdade” comparando números da campanha do Palmeiras de 2016 com os mais recentes campeões desde a implantação dos pontos corridos o Brasileirão em 2003. Este Blog do Prósperi, não afeito à numeralha, vai por outro caminho na tentativa de desmitificar a tese de que o time de Cuca só vai levantar a taça por ser estar um pouquinho acima da mediocridade geral de seus adversários.

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Palmeiras nadou contra correnteza diante de um Internacional aguerrido em busca da salvação. Desde a vitória do Santos contra a Ponte Preta de manhã, assumindo o segundo lugar, se esperava um jogo de alta tensão no Allianz Parque. O líder não tinha outra alternativa a não ser vencer a todo custo o time gaúcho. Era quase uma decisão de campeonato.

20A 34.ª rodada começou bem para o Palmeiras. Logo na abertura, Flamengo empatou sem gols com o Botafogo e perdeu fôlego na tentativa de encostar no líder. Se derrotar o Internacional neste domingo, o time de Cuca vai abrir sete pontos da equipe carioca e colocar as digitais na taça de campeão. Fla, 64 pontos, corre risco ainda de perder o segundo lugar para o Santos, 61, que visita a Ponte Preta às 11h em Campinas.

pro3-22Cuca assumiu o compromisso público de recuperar o futebol de Gabriel Jesus, após derrota (1 a 0) diante do Santos sábado na Vila. Disse que esta é uma de suas missões na reta final do Campeonato Brasileiro – restam cinco rodadas. Não parece uma tarefa fácil. Treinador do Palmeiras não terá tempo para devolver o garoto aos seus dias de encanto. Jesus, depois do jogo contra o Inter no domingo (06/11), vai servir a Seleção Brasileira e só deve voltar no dia 17/11 na partida contra o Atlético-MG no Mineirão.