Neymar tem uma saída na encrenca que se meteu ao trocar o Santos pelo Barcelona, em 2013, e […]

20160901195304_57c8b1508f551-1-840x559Gabriel Jesus retribui a Tite a confiança de receber do treinador da Seleção Brasileira a emblemática camisa 9, vestida por alguns mitos do nosso futebol. De seus pés nasceu a sexta vitória consecutiva do escrete sob nova direção. Dessa vez a vítima foi a Seleção Peruana, derrotada por 2 a 0 em Lima. Jesus foi o artífice de um triunfo coletivo como há muito não se via no time do Brasil.

62636035_topshotargentina27s-lionel-messi-gestures-as-players-of-brazil-celebrate-neymar27s-goal-duLionel Messi, discreto como um monge, está nas manchetes mais uma vez. Na mídia da Espanha se discute a renovação de seu contrato com o Barcelona – vence em 2018 -, em contrapartida com novo acordo entre Cristiano Ronaldo e Real Madrid. Na Argentina, e por tabela, na América do Sul, a pressão em cima do craque ressurge coma delicada situação da sua seleção nas Eliminatórias da Copa de 2018. Messi está com uma tonelada nas costas. Resta saber como vai reagir.

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Alô, mãe, olha nós aqui na Seleção Brasileira

Tite tem como patente nos clubes que dirigiu o rigor defensivo. Seus times marcavam muito, eram equilibrados, mas ferroavam pouco na hora de balançar a rede. Já foi chamado até de “empaTite”. Quando resolveu beber na fonte do futebol europeu, em estágios e estudos com treinadores consagrados no continente, percebeu que deveria valorizar mais o ataque. Na volta ao Corinthians, em 2015, deu sinais dessa, digamos, ousadia. Na Seleção Brasileira fez o que Dunga não havia imaginado: reunir atacantes rápidos, envolventes e talentosos e, de preferência, jovens. Então descobriu o tridente Philippe Coutinho-Gabriel Jesus-Neymar, o CJN.

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Atuação uniforme consolida o estilo Tite de governar um time. Nenhum jogador levou nota baixa na vitória com certa folga contra o time de Lionel Messi, anulado no Mineirão. Neymar, como sempre, destoou. Coutinho e Paulinho também convenceram com futebol de primeira linha. Seleção Brasileira cresce e já está bem perto da Rússia 2018.

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Seleção Brasileira resgatou sua identidade com uma vitória categórica por 3 a 0 contra Argentina no Mineirão. Quando se enquadra um rival de tradição, de camisa, é sinal de que está no caminho certo. Brasil de Tite se fez presente no momento de dificuldade e se impôs com autoridade ao ser desafiado. Venceu, passou por cima. E jogou os argentinos no abismo – na sexta colocação das Eliminatórias, eles correm risco sério de não ir à Copa do Mundo da Rússia em 2018.

Seleção Brasileira volta ao Mineirão do 7 a 1 com outra cara no duelo contra rival Argentina. Craque […]

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Neymar vai pagar um preço alto na corrida para ser o melhor do mundo na eleição da Fifa. Pesa contra o craque brasileiro sua opção de não disputar a Copa América Centenário nos Estados Unidos. Preferiu jogar a Olimpíada do Rio, quando conquistou a medalha de ouro, que tem valor zero na hora de se escolher o bola de ouro da temporada 2016. Outra fator negativo na avaliação de Neymar é o seu comportamento no campo em desabafos contra torcedores e desavenças diante de adversários.

Avaliado em R$ 2,6 bilhões, tridente Messi-Neymar-Suárez se impõe ao Valencia

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Neymar renovou contrato com Barcelona por 12 milhões de euros (R$ 41 milhões) por ano até 2021. Luis Suárez é o próximo da fila. Messi já havia renovado. Os três valem o quanto pesam, cerca de R$ 2,6 bilhões. Não fosse o tridente mágico, o Barça teria sido derrotado pelo Valencia na 9.ª rodada do Campeonato Espanhol. No último minuto do jogo, os três reis tabelaram na grande área até Suárez ser derrubado. Pênalti. Diante do goleiro brasileiro Diego Alves, o maior pegador de pênaltis na Espanha, Messi bateu, converteu e garantiu a vitória por 3 a 2 no Mestalla, campo do Valencia.

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Seleção Brasileira não sentiu a falta de Neymar para assumir a liderança das Eliminatórias da Copa de 2018. Sem grandes sustos, derrotou a fraca Venezuela por 2 a 0 em Mérida. Sem o craque, o time fez tudo certo. Tudo bem que sem muito lustro, sem nada de muito especial, de diferente, mas uma vitória consistente que marca a recuperação do escrete desde a chegada de Tite. Quatro jogos, quatro vitórias. E com um alô de Gabriel Jesus, agora com quatro gols em quatro jogos.

 

neymar-jesus-giuliano-brasil-x-bolivia-061016_16xkmz9z5jem11xgzvuzp4b01vSeleção Brasileira restabelece sua própria hierarquia. Depois de muito tempo de angústia, tédio, tensão e futebol crispado dos tempos de Dunga, voltou à temperatura normal sob o comando de Tite. Trocou o jogo pesado por um mais leve, afeito à troca de passes, dribles, jogo coletivo e, o melhor de tudo, apetite pelo gol. Talvez isso explique os 5 a 0 para cima da Bolívia nesta quinta-feira, válido pelas Eliminatórias da Copa de 2018.

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uefa-champions-leagueBarcelona em campo é o prazer do futebol. Quando está na Champions League, o prazer aumenta. Parece que os caras se inspiram além da conta. Jogam de smoking. Ao encontrar um adversário que não sabe se fica ou sai, se apenas se defende ou agride, vira covardia. Quer dizer, aula de futebol. É mais ou menos isso que o Barça fez contra o Celtic da Escócia nesta terça-feira no Camp Nou. Abriu dois gols no primeiro tempo, mais cinco no segundo e fechou a conta com estrondosa vitória por 7 a 0. E mais: Neymar voltou a ser o que Neymar tem de melhor. Então vamos ao baile no salão nobre do Camp Nou.

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Um jogo, uma vitória. O que era água virou vinho. Desde a ascensão de Tite no comando da Seleção, logo após o desastre na Copa América Centenário, se espera o resgate da excelência do futebol brasileiro, tão deprimido e entediante bem antes e depois do 7 a 1 da Alemanha. Ao vencer o Equador na casa do adversário nas Eliminatórias da Copa de 2018, a confiança se estabeleceu quase como unanimidade. Diante da Colômbia, nesta terça-feira, se terá uma noção mais exata se o Brasil se reencontrou de fato com a troca Dunga por Tite.

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Douglas Santos, lateral-esquerdo do Atlético-MG, foi negociado nesta tarde de terça-feira (30/8) ao Hamburgo, da Alemanha. É o terceiro jogador da Seleção Olímpica medalha de ouro a ser vendido ao futebol europeu em menos de um mês. Gabriel Jesus trocou o Palmeiras pelo Manchester City por 32 milhões de euros e Gabriel saiu do Santos para jogar na Inter de Milão por 29,5 milhões de euros. Os três não entram no relatório divulgado hoje (30/8) pela CBF com dados das transferências de jogadores do Brasil para o Exterior, até julho deste ano, que já alcançaram a casa dos R$ 382,5 milhões.

Kashiwa Reysol v Guangzhou Evergrande - AFC Champions League Quarter Final
Paulinho celebra gol do Guangzhou Evergrande – Foto: Getty Images

Tite surpreendeu em pelo menos três nomes na sua primeira convocação da Seleção Brasileira. Os mais destacados foram Taison, atacante do Shakhtar Donestk (Ucrânia), o meia Giuliano, ex-Grêmio e hoje no Zenit (Rússia), e Paulinho, ex-Corinthians e há oito meses no Guangzhou (China).

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Passei as últimas sete Olimpíadas dentro da redação de um jornal. Da primeira, em 1988 no Jornal da Tarde, até 2012 no Estadão. Compartilhei o trabalho de reportagens, edição e organização de grandes coberturas desses Jogos ao lado de companheiros valorosos, jornalistas de primeira grandeza. Não raro me emocionei com o trabalho de todos e vibrei ao ver o jornal impresso no dia seguinte e, mais recente, no instantâneo das telinhas dos computadores. Um prazer imensurável.

5532-2Neymar está em paz com sua consciência e não deve mais sofrer ao vestir a camisa da instituição Seleção Brasileira. Quando o País estava nas suas costas, quando a desconfiança era maior do que todas as certezas, quando o mundo já o relegava ao lugar dos comuns mortais, Neymar apareceu. Colocou seu destino debaixo do braço e deu ao Brasil a primeira medalha de ouro do futebol na Olimpíada. Feito para poucos, dos diferentes. Dos que podem agora assumir o panteão dos ídolos.

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Neymar está longe de ser Romário e muito distante do carisma de Ronaldo Fenômeno quando esses dois eram protagonistas em seus clubes e na Seleção Brasileira. Eles não foram moldados e tiveram inteligência suficiente para conciliar idolatria e bola. Não vai ser a conquista da medalha de ouro nos Jogos do Rio contra Alemanha que vai mudar essa história.