Fabio Carille, de aprendiz a campeão brasileiro em apenas uma temporada, não esconde de ninguém que as três […]

Quando se assume inferior ao adversário, é preciso levar essa condição do início ao fim do jogo. O São Paulo entendeu que deveria ser pequeno diante do Corinthians no clássico neste domingo. Assumiu essa postura e, no momento que poderia surpreender, pagou caro com erros ridículos de sua trinca de zagueiros Lucão, Maicon e Douglas. Do outro lado, em nenhum momento deixou de ser grande, mesmo com alguma soberba nos últimos dez minutos da partida.

Segunda rodada do Brasileirão 2017 aponta o restabelecimento de algumas hierarquias. Corinthians, por exemplo, volta a se impor com aquele estilo de vitórias econômicas e muita segurança. Grêmio contundente, como aprecia Renato Gaúcho. Santos, mesmo nos braços do goleiro Vanderlei, forte na Vila Belmiro. Fluminense sem medo de ser feliz. E a Chapecoense apresentando sua nova identidade.

Futebol é carregado de enigmas como nenhum outro esporte. Não fosse assim, não teríamos como contar a história dos confrontos entre Corinthians e São Paulo nas semifinais do Paulistão 2017.

Rodrigo Caio é um jogador de condomínio, disse uma vez um dirigente do São Paulo Futebol Clube. Referia-se ao jogo simples e ao correto comportamento do, na época, volante promovido dos canteiros do clube. Ele nunca foi viril, nem quando atuou ou atua como zagueiro. É daqueles que antes mesmo de fazer uma falta já pede desculpas ao jogador que vai derrubar. Não bate forte. Prefere assoprar. Quando comete erros, se envergonha. Quando acerta, guarda as glórias no seu íntimo. Nunca deu uma entrevista polêmica, descontando aí a sua juventude. Nem arrumou confusões dentro e fora de campo. Seu perfil é de um bom moço. Em pouco mais de 125 jogos como jogador profissional desde 2011, foi expulso em menos de cinco partidas.

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Eduardo Baptista não criou empatia com o Palmeiras e sua torcida. Desde o anúncio da sua contratação, no início de dezembro passado, se percebe a má vontade da maioria dos torcedores com seu estilo de trabalho. Uma espiadela nas redes sociais e se tem a dimensão do estrago. Um pouco assustado com o imediatismo e o tamanho da encrenca a ser resolvida, o treinador, como rege a lei pobre do futebol, teria de reverter com vitórias. Não com uma simples, sem impacto, e sim com uma maiúscula. Daquelas de não deixar dúvidas. E ela se ofereceu no clássico contra o Corinthians. Baptista não aproveitou. Pode ter sido a gota d’água a transbordar o oceano logo ali.

oswaldo-de-andrade-corinthians-x-america-mg-16102016_1wraotehtvmw1165rudsdupqwCorinthians ainda tem meios de evitar o desastre nesta temporada de 2016. A única saída é conquistar vaga na Copa Libertadores de 2017, depois da generosa colaboração da Conmebol ao aumentar número de clubes brasileiros na competição. O torneio internacional é garantia de receita extra com cotas de televisão e bônus de premiação. Mais que isso, a certeza de que terá casa cheia no Itaquerão e boas perspectivas de aumentar o faturamento do seu programa de sócio-torcedor. Para que essa equação seja resolvida, o time precisa jogar bola nas três rodadas que restam no Brasileirão. Essa é a encrenca.

587630-970x600-1São Paulo e Corinthians se enfrentam neste sábado no Morumbi no pior momento dos dois times na temporada. O primeiro briga para não ser rebaixado à Série B. O segundo finca unhas na rocha em busca da salvadora vaga na Copa Libertadores. Desespero resume bem a situação desses gigantes no clássico de torcida única, que terá casa cheia de são-paulinos – até esta quinta-feira (03/11), 45 mil ingressos haviam sido vendidos.

Corinthians e Palmeiras saem na frente da concorrência em busca de reforços para temporada de 2017. Sem esperar o encerramento do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, os dois rivais anunciam até sexta-feira a contratação de atacantes e meias. Nomes conhecidos e promessas. Nenhum assombro, apenas bons nomes.