Dono de 47 pontos, Corinthians fecha primeiro turno sem ninguém no retrovisor. É o rei das estatísticas até aqui. Não se curva dentro e fora de casa. Seu treinador, Fabio Carille, recebe um elogio a cada minuto nas redes sociais e nos intermináveis debates em todos os canais a cabo da televisão. Um assombro. Mas cabe uma crítica.

Corinthians é um time sem segredo. Se defende com minúcias, cada setor tem marcação dobrada. Avança em triangulações nos dois lados do campo, simples. E ferroa no ataque como um escorpião, letal. Não é um modelo inusitado, nem difícil de ser esmiuçado. O problema é como demolir a fortaleza e não levar as picadas.

Brasileirão 2017 começa com uma boa média de três gols por jogo, uma chacoalhada do Bahia para cima do Atlético-PR, a força do campeão Palmeiras na volta de Cuca e incertezas quanto ao futuro do São Paulo de Rogerio Ceni, Corinthians, Santos e, em especial, do Vasco. Acompanhe análise da primeira rodada que teve boa média de público – 17,5 mil em oito jogos – impulsionada pelas torcidas de Flamengo, Palmeiras e Corinthians.