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Palmeiras comete um erro quando aceita a premissa de que Copa Libertadores é tradução perfeita de guerra. Ao admitir esse conceito, faz de seus jogos batalhas desnecessárias. Usa a força, ansiedade e muito suor quando poderia se impor pela técnica e alta qualidade de seus jogadores, sem se deixar levar pelo anti-futebol dos adversários. Sofre quando deveria ter prazer. A vitória por 3 a 2 contra o Peñarol, nesta quarta-feira, teve tudo isso e ainda um desgaste absurdo diante da incompetência da arbitragem em todos os sentidos.

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Santos ainda está longe do futebol empolgante e entusiasmado da temporada passada. Na sua estreia na Copa Libertadores, recuperou algumas virtudes, alguns ingredientes do repertório de 2016, mas nada assombroso. Penou no primeiro tempo, mostrou autoridade no segundo e colheu um empate (1 a 1) contra o Sporting Cristal em Lima, nesta quinta-feira (09/3). Da exibição no Peru, fica claro que, nessa toada, não vai brigar pelo título continental. Mas é um sinal de vida diante da turbulência e desconfiança que assolam o clube neste início de temporada.

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Palmeiras quis guerra quando era necessário jogar bola na estreia na Copa Libertadores. Nada mais questionável do que encarar a competição continental como algo diferente, de que o jogo físico deve ser valorizado mais do que a técnica. Ao partir para o confronto corpo a corpo contra o modestíssimo Atlético Tucumán, saiu com prejuízo. Perdeu Vitor Hugo com 20 minutos do primeiro tempo e, com um a menos no tablado, deixou de se impor como um pretendente ao título teria de obrigação de fazer. Por isso, o empate por 1 a 1 fora de casa não foi tão ruim, apesar dos poucos recursos do adversário argentino.