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“Hoje é dia de celebrar a vida, celebrar o futebol”, disse Jakson Follman, goleiro que teve parte da perna direita amputada após aquele 29 de novembro de 2016 em Medellín. Nas arquibancadas da Arena Condá, lágrimas, consternação, mãos entrelaçadas e apertadas para não deixar a alma escapar. 

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Primeiro me aparece esse tal de Fernando Carvalho, que, dizem, um ícone do futebol gaúcho, com a história da tragédia do Internacional à beira do rebaixamento. Argumenta que a parada do Brasileirão, por causa das mortes da Chape, prejudicaria seu time à beira do cadafalso, uma tragédia pessoal.

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O que faz você sair de casa vestido de branco? Sair de casa e ir até um estádio numa noite de quarta-feira sem jogo para ver? Receber um buquê de flores no portão de entrada, uma vela e ocupar um assento na arena? Pra quê? Seu time não vai jogar. O adversário não veio.

 

chapecoense_escudo99Difícil um jornalista dedicado há mais de 30 anos ao futebol narrar a tragédia dessa proporção que dizimou o time da Chapecoense e levou junto companheiros de imprensa. Não cabe neste momento apontar as causas do acidente com o avião, a 30 quilômetros de Medellín, enquanto não se tem a conclusão das investigações. Resta dizer que a queda da aeronave coloca um triste ponto final em histórias, sonhos, ambição e destino de um punhado de jogadores, outros profissionais do futebol e jornalistas esportivos.