Brasileirão 2017 fecha a quarta rodada com a surpreendente Chapecoense na liderança. Escancara a pressão em treinadores, como Zé Ricardo no Flamengo, sem bons resultados. Aumenta a interrogação em cima de Palmeiras e Atlético-MG, dois candidatos ao título. E reforça o bom momento de Grêmio e Corinthians.

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Futebol tem fórmulas prontas de sucesso… na cabeça dos dirigentes. Quando dá certo, aplausos. Quando não funciona, pedradas. O exemplo vem do Sul. Inter e Grêmio, em apuros no Brasileirão e embarcados no fracasso da temporada, recorreram às tais fórmulas do sucesso. No caso, de volta ao passado. O Inter se deu muito mal. O Grêmio conquistou a Copa do Brasil. No futebol cabe tudo.

esporte-futebol-gremio-atletico-mg-ramiro-20161207-009Futebol voltou ao Brasil nesta quarta-feira ainda sob emoção da tragédia da Chapecoense. Voltou com a decisão da Copa do Brasil entre Grêmio e Atlético-MG em Porto Alegre. Todos os ingredientes do jogo estavam lá. Arena lotada, torcida pulsante, jogadores em respeito mútuo, imprensa a relatar, árbitros serenos. Tudo parecia no seu lugar, não fosse por um detalhe. Havia dor no estádio com 55.377 torcedores.

Mesmo nessa atmosfera de compaixão e paixão, o Grêmio fez valer a vantagem estabelecida em Belo Horizonte, quando emplacou 3 a 1 de forma surpreendente, no jogo de ida, e sagrou-se campeão com o empate por 1 a 1 em Porto Alegre. Conquistava assim um título nacional depois de um jejum de 15 anos. E condecorava o técnico Renato Gaúcho, ídolo de outrora e tricolor de coração.

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Primeiro me aparece esse tal de Fernando Carvalho, que, dizem, um ícone do futebol gaúcho, com a história da tragédia do Internacional à beira do rebaixamento. Argumenta que a parada do Brasileirão, por causa das mortes da Chape, prejudicaria seu time à beira do cadafalso, uma tragédia pessoal.