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Na véspera de enfrentar o Paraguai na Arena Corinthians, jogo para emendar mais alguns recordes no seu cartel na Seleção Brasileira, Neymar ganhou novas manchetes mundo afora. Seu nome apareceu em terceiro lugar na lista dos jogadores mais bem pagos do mundo. Um faturamento estimado em R$ 189 milhões por ano. Atrás de Messi, segundo colocado, com R$ 260 milhões, e de Cristiano Ronaldo, primeiro do ranking, R$ 298 milhões. Seria mais um motivo para se manter calado. Há 244 dias o craque não dava entrevistas, em especial nos dias a serviço da Seleção. E desde março de 2016 não usava a tarja de capitão do Brasil. Nesta segunda-feira (27/3), Neymar resolveu falar. E foi sincero.

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Tite já pode arrumar sua mala para embarcar com destino a Moscou em 2018. A goleada por 4 a 1 em cima do Uruguai no estádio Centenário mostra o tamanho da autoridade da Seleção Brasileira reconstruída por Tite. Todos alicerces se edificaram nesse jogo em Montevidéu. Paulinho, resgatado pelo treinador quando estava abandonado desde 2014, deu o acabamento final com três gols. Neymar completou a conta no sétimo triunfo consecutivo do Brasil nas Eliminatórias desde que a CBF teve a feliz ideia de trocar o comando com a saída de Dunga.

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Fratura do dedo mindinho do pé direito afasta Gabriel Jesus do futebol por até três meses, atestam os médicos do Manchester City. O garoto de 19 anos se machucou no jogo contra o Bournemouth no Campeonato Inglês nesta segunda-feira. Aclamado como destaque do time de Pep Guardiola, empurrando o argentino Aguero para a reserva, Jesus compromete os planos do treinador que havia encontrado um jeito de o time jogar de forma avassaladora no ataque. E mexe com a cabeça de Tite nos jogos da Seleção Brasileira em março pelas Eliminatórias da Copa de 2018. Sem seu camisa 9, Tite deve apostar em Roberto Firmino, atacante do Liverpool.

20160901195304_57c8b1508f551-1-840x559Gabriel Jesus retribui a Tite a confiança de receber do treinador da Seleção Brasileira a emblemática camisa 9, vestida por alguns mitos do nosso futebol. De seus pés nasceu a sexta vitória consecutiva do escrete sob nova direção. Dessa vez a vítima foi a Seleção Peruana, derrotada por 2 a 0 em Lima. Jesus foi o artífice de um triunfo coletivo como há muito não se via no time do Brasil.

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Alô, mãe, olha nós aqui na Seleção Brasileira

Tite tem como patente nos clubes que dirigiu o rigor defensivo. Seus times marcavam muito, eram equilibrados, mas ferroavam pouco na hora de balançar a rede. Já foi chamado até de “empaTite”. Quando resolveu beber na fonte do futebol europeu, em estágios e estudos com treinadores consagrados no continente, percebeu que deveria valorizar mais o ataque. Na volta ao Corinthians, em 2015, deu sinais dessa, digamos, ousadia. Na Seleção Brasileira fez o que Dunga não havia imaginado: reunir atacantes rápidos, envolventes e talentosos e, de preferência, jovens. Então descobriu o tridente Philippe Coutinho-Gabriel Jesus-Neymar, o CJN.

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Atuação uniforme consolida o estilo Tite de governar um time. Nenhum jogador levou nota baixa na vitória com certa folga contra o time de Lionel Messi, anulado no Mineirão. Neymar, como sempre, destoou. Coutinho e Paulinho também convenceram com futebol de primeira linha. Seleção Brasileira cresce e já está bem perto da Rússia 2018.

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Seleção Brasileira resgatou sua identidade com uma vitória categórica por 3 a 0 contra Argentina no Mineirão. Quando se enquadra um rival de tradição, de camisa, é sinal de que está no caminho certo. Brasil de Tite se fez presente no momento de dificuldade e se impôs com autoridade ao ser desafiado. Venceu, passou por cima. E jogou os argentinos no abismo – na sexta colocação das Eliminatórias, eles correm risco sério de não ir à Copa do Mundo da Rússia em 2018.