Copa do Mundo à venda: CBF e Conmebol se calam diante da proposta da Fifa

Alejandro Dominguez (Conmebol) e Samir Xaud (CBF) – foto: reprodução TV

Luiz Antônio Prósperi – 29 julho 2026 (16h32)

CBF e Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) continuam em silêncio diante do projeto da Fifa de vender direitos comerciais da Copa do Mundo. Gianni Infantino, presidente da Fifa, estabeleceu um prazo de 53 dias, a contar desta quarta-feira (29/7), para que os 211 Membros Associados da Fifa (confederações nacionais, como a CBF por exemplo) aprovem ou não o novo modelo de se vender a Copa do Mundo.

É mais ou menos assim: ou as confederações nacionais aderem ao plano e desfrutem de 20 bilhões de dólares da venda dos direitos comerciais da Copa ou se contentem com a verba já empenhada de 4,2 bilhões de dólares a ser dividida entre as 211 confederações.

Dirigentes da Uefa (Europa), Concacaf (América Central, do Norte e Caribe) e AFC (Ásia) já se manifestaram contra o plano de Infantino. Das grandes confederações nacionais, Alemanha e Inglaterra  estão com um pé atrás.

O que diz a CBF? Até esta quarta-feira (29/7) a entidade que cuida do futebol brasileiro não havia se manifestado. Lembrando que o primeiro evento Fifa nesse novo modelo de venda dos direitos é a Copa do Mundo Feminina 2027 no Brasil. Daí o silêncio da CBF?

E a Conmebol? Também em silêncio. Lembrando de Alejandro Dominguez, presidente da confederação sul-americana, é um apoiador inconteste de Infantino. Portanto, deve se posicionar favorável à Fifa e não aderir às grandes confederações continentais (Uefa, AFC e Concacaf), contrárias ao negócio.

A Uefa fala até em boicote das confederações nacionais da Europa aos eventos Fifa. A começar do mais próximo: a Copa do Mundo Feminina 2027 no Brasil.

Boicote dos europeus se estenderia ao Mundial de Clubes de 2029 (provavelmente nos Estados Unidos) e Copa do Mundo de 2030.

Difícil acreditar na possível ausências dos clubes europeus no Mundial e muito menos de seleções europeias na Copa do Mundo 2030, quando Espanha e Portugal dividirão a sede com Marrocos.

A Fifa precisa de maioria para aprovar a venda da Copa do Mundo à investidores externos. São 211 associações nacionais com direito a voto e 37 membros do conselho de gestão da entidade.

O prazo de adesão à proposta da Fifa vai até o início de setembro. É pegar ou largar essa grana. E o futebol que se exploda.


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