Abel Ferreira propõe fim do limite de jogos para troca de clubes no Brasil. Você aprova?

Endrick e Estevão na Seleção – foto: reprodução CBF

Luiz Antônio Prósperi – 10 setembro 2026 (16h05) –

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, critica o limite de jogos impostos pela CBF para um jogador trocar de clube na Série A do Brasileirão. Regulamento diz que um jogador não pode mudar de clube depois de cumprir 12 partidas por seu time. Esse limite, argumenta Abel, leva clubes brasileiros a contratarem um punhado de jogadores estrangeiros. Você concorda?

Antes de entrar no debate, um alerta: temos 165 estrangeiros jogando nos 20 clubes do Brasileirão – 25% do total de atletas ativos no campeonato nacional.

Concordo com Abel.

Não deveríamos ter um limite estabelecido de 12 jogos por atleta para troca de time. O ideal seria não haver uma barreira no número de jogos a impedir a negociação.

Mas, em contrapartida, a troca de clube deveria acontecer dentro do prazo da janela de transferências no mercado nacional. Nesse período da janela o jogador estaria livre, cumprindo ou não 12 ou mais jogos no Brasileirão.

Efeito no mercado seria imediato. Clubes vendedores poderiam fazer receitas sem contar desesperadamente com as vendas mais difíceis ao mercado internacional.

Barreira dos 20 anos

Abel não falou, mas o blog Prósperi News propõe outro debate: jogadores formados por um clube brasileiro só poderiam deixar esse clube no ano em que completar 20 anos de idade. Hoje a barreira é de 18 anos.

Assim, os clubes formadores poderiam aproveitar melhor suas crias.

Veja o caso do Palmeiras. Vendeu Endrick quando ele tinha 16 anos; Estevão, 17; Vitor Reis, 17 anos.

Se todos eles permanecessem até os 20 anos no Palmeiras, o ataque de Abel Ferreira teria Estevão, Endrick e Vitor Roque.

Sem interesse?

Os céticos dirão que segurar um jovem jogador aqui até completar 20 anos inibiria o interesse de clubes ricos da Europa a contratar nossos garotos.

Temos dúvidas a respeito dessa tese. É só olhar como os treinadores de clubes ricos tratam a maioria dos jovens brasileiros contratados pelas grandes potências.

Endrick não é titular do Real Madrid até hoje. O garoto completou 20 anos em julho.

Estevão é reserva do Chelsea na atual temporada. Ele tem 19 anos.

Vitor Reis é reserva no Manchester City. Já foi emprestado ao Girona na temporada passada. O zagueiro tem 20 anos.

E veja o caso de Allan, para o debate ficar nos jogadores formados no Palmeiras. O menino atuou no time profissional até completar 22 anos. E com essa idade acaba de ser vendido ao Manchester City por R$ 240 milhões.

Portanto, nossos meninos jogando no futebol brasileiro até completar 20 anos, elevariam o nível dos nossos times, estariam mais bem formados, poderiam abastecer a Seleção Brasileira e renderiam fortunas aos clubes.


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