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Alô, mãe, olha nós aqui na Seleção Brasileira

Tite tem como patente nos clubes que dirigiu o rigor defensivo. Seus times marcavam muito, eram equilibrados, mas ferroavam pouco na hora de balançar a rede. Já foi chamado até de “empaTite”. Quando resolveu beber na fonte do futebol europeu, em estágios e estudos com treinadores consagrados no continente, percebeu que deveria valorizar mais o ataque. Na volta ao Corinthians, em 2015, deu sinais dessa, digamos, ousadia. Na Seleção Brasileira fez o que Dunga não havia imaginado: reunir atacantes rápidos, envolventes e talentosos e, de preferência, jovens. Então descobriu o tridente Philippe Coutinho-Gabriel Jesus-Neymar, o CJN.

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TV Globo, CBF e clubes têm uma chance de amenizar a crise da arbitragem no Brasileirão 2016. Basta convocar uma reunião de emergência e, por meio de um decreto assinado por todas as partes, vetar a exibição de tira-teima ou replay de um lance polêmico durante os jogos antes de o árbitro tomar a sua decisão. Dessa forma a tal “interferência externa”, tão explícita na confusão do último Fla-Flu, seria evitada. Sem acesso à imagem do gol impedido de Henrique a favor do Fluminense, ninguém teria como influenciar o árbitro Sandro Meira Ricci e seus bandeirinhas na hora de validar ou não o gol. E, por tabela, evitaria a “troca de tiros” entre cartolas de Palmeiras e Flamengo.

Dunga está muito perto de assinar um contrato de três anos com o Beijing Guoan, time do meia Renato Augusto. O treinador chega ao futebol da China, após três meses da sua queda no comando da Seleção Brasileira. Felipão, líder do campeonato nacional com o Guangzhou Evergrande, não deve voltar tão cedo ao Brasil. Ele pode trocar de clube e permanecer na Liga Chinesa por pelo menos mais duas temporadas.

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Tite resgatou Thiago Silva, capitão do Brasil na Copa de 2014, após um ano longe da Seleção. O zagueiro do PSG estava afastado desde a Copa América de 2015 no Chile por ter cometido um pênalti. Dunga não quis saber mais de Thiago Silva, apontado pelos europeus como um dos melhores do mundo na posição. Pesava contra o beque a fama de chorão e o rio de lágrimas derramado minutos antes da decisão nos pênaltis contra o Chile nas oitavas de final do Mundial de 2014. Tite optou pelo bom futebol de Thiago Silva e acertou com a convocação para os jogos contra Bolívia e Venezuela, em outubro, nas Eliminatórias da Copa de 2018.

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Um jogo, uma vitória. O que era água virou vinho. Desde a ascensão de Tite no comando da Seleção, logo após o desastre na Copa América Centenário, se espera o resgate da excelência do futebol brasileiro, tão deprimido e entediante bem antes e depois do 7 a 1 da Alemanha. Ao vencer o Equador na casa do adversário nas Eliminatórias da Copa de 2018, a confiança se estabeleceu quase como unanimidade. Diante da Colômbia, nesta terça-feira, se terá uma noção mais exata se o Brasil se reencontrou de fato com a troca Dunga por Tite.