PSG e Arsenal decidem neste sábado (30/5) a final da Champions League 2025/2026, em Budapeste, Hungria. Frente a frente a zaga titular da Seleção Brasileira com Marquinhos (PSG) x Gabriel Magalhães (Arsenal). Acompanhe a seguir o serviço oficial da Uefa com tudo da final da Champions League:
Onde ver o jogo na TV
Transmissão: às 13h – no SBT (canal aberto), TNT e HBO MAX (canal por assinatura)
O que você precisa de saber?
Apenas nove equipes conseguiram terminar uma campanha na competição sem derrotas. O Arsenal está a um jogo de se tornar na próxima. No seu caminho está o Paris Saint-Germain (PSG), campeão e o primeiro detentor do título a disputar finais seguidas desde o Real Madrid em 2016/17 e 2017/18.
O jogo na Puskás Aréna em Budapeste é uma reedição da semifinal da temporada passada, quando a equipe de Luis Enrique venceu os dois jogos para eliminar o Arsenal com um resultado total de 3-1, seguindo-se uma goleada por 5-0 sobre a Inter para erguer o troféu pela primeira vez. No entanto, nos cinco duelos entre os clubes nesta competição, essas continuam a ser as únicas vitórias do PSG, com o Arsenal a vencer na primeira fase de liga da temporada passada e registrando-se ainda dois empates na fase de grupos de 2016/17.
O Arsenal de Mikel Arteta construiu a sua campanha com base no controle defensivo, mantendo a baliza intacta em nove jogos e sofrendo apenas quatro golos na primeira fase. Vitórias notáveis sobre Atleti, Bayern München e Inter foram seguidas por confrontos mais equilibrados na fase a eliminatória contra Leverkusen, Sporting e novamente o Atleti.

O Paris foi avançando no torneio graças à sua apetência ofensiva. Os 44 gols marcados deixam a equipe a apenas um do recorde histórico do Barcelona em 1999/2000, com Khvicha Kvaratskhelia em destaque. Trabalhador e imprevisível, o georgiano contribuiu com dez gols e seis assistências ao longo da temporada, sendo que sete desses tentos aconteceram na fase a eliminar, mostrando que está em grande forma.
Após vitórias fulgurantes sobre Atalanta, Leverkusen, Barcelona e Tottenham no início da temporada, o PSG subiu de nível na fase a eliminatória, passando por Chelsea e Liverpool antes de uma emocionante semifinal frente ao Bayern Munique, num clássico moderno para a história.
A ascensão do Arsenal sob o comando de Arteta tem sido gradual mas significativa: quartos-de-final em 2023/24, meias-finais em 2024/25 e agora a primeira final desde 2005/06. Para o Arsenal, a vitória coroa uma temporada histórica, com a conquista do primeiro título na prova, enquanto para o Paris garante o segundo título europeu, sendo o primeiro clube francês a consegui-lo e consolidando ainda mais o legado de Luis Enrique no clube.
Onzes prováveis
PSG: Safonov; Hakimi, Marquinhos, Willian Pacho, Nuno Mendes; Zaïre-Emery, Vitinha, João Neves; Doué, Dembélé, Kvaratskhelia
Arsenal: Raya; Mosquera, Saliba, Gabriel, Calafiori; Rice, Lewis-Skelly, Ødegaard; Saka, Gyökeres, Trossard
Declarações
Dembélé, atacante do PSG: “Estamos a saborear estes momentos. Temos um grupo jovem, um grupo fantástico que quer conquistar troféus. Estamos ansiosos por ganhar tudo, seja a final da Champions League, o campeonato ou títulos nacionais. Se se quer estar no topo, é preciso conquistar este tipo de troféus várias vezes.”
Marquinhos, capitão do PSG: “É sempre importante estar motivado. Mais uma vez demonstramos isso este ano. Estes são momentos decisivos. Quando se ganha, quando se saboreia esse sucesso, fica-se com uma enorme vontade de reviver essa sensação. A emoção, o ambiente no balneário; somos competidores.”
Luis Enrique, treinador do Paris: “Adorei todos os jogos que disputamos nesta competição esta temporada. Demonstramos, sobretudo nesses oito jogos eliminatórios, quanto somos uma boa equipe. Tivemos de sofrer nesses jogos, mas mostramos o que valemos. Temos de aproveitar estes jogos, porque nunca se sabe quando voltaremos a viver momentos como estes.”
Ødegaard, meia do Arsenal: “É algo de especial que podemos alcançar. Passaram 22 anos desde a última vez que ganhamos a Premier League, agora queremos fazer mais história. Quando se prova a sensação de erguer um troféu, quer-se voltar a fazê-lo. Significaria muito para todos, por isso estamos ansiosos pelo jogo.”
Saka, atacante do Arsenal: “Tivemos uma semana para recuperar e preparar-nos. O jogo não se decidirá por minutos – decidir-se-á por momentos. O Mikel [Arteta] deixou claro que a sua missão era trazer o clube de volta ao lugar onde pertence. Estou orgulhoso por termos conseguido isso. Tem sido uma longa jornada, com algumas desilusões pelo caminho. Mas apoiámo-nos uns aos outros e seguimos em frente.”
Mikel Arteta, treinador do Arsenal: “A preparação tem sido realmente muito boa, concentrada e positiva. Estamos aqui porque conquistamos o direito de estar aqui pela forma como jogamos na competição. Amanhã (hoje), naquele campo, vamos ter de conquistar o direito de ir buscar o troféu.”
Opinião do repórter
Alex Clementson, repórter a acompanhar o PSG:
“Uma vez é histórico, duas vezes é lendário”, dizia uma faixa desfraldada pelos adeptos do clube durante um jogo amigável interno no fim de semana e a final em Budapeste oferece ao Paris a oportunidade de se imortalizar no panteão dos grandes. Com 23 gols marcados na fase a eliminar desta temporada e 44 no total, a sua característica ousadia ofensiva não dá sinais de abrandar. A forma como o Paris sufocou o Bayern defensivamente durante o jogo de volta das semifinais, no entanto, revelou o seu lado mais duro. Junte-se esses dois elementos no sábado e o Paris poderá muito bem tornar-se na primeira equipe desde o Real Madrid a revalidar o título da Champions League.
Joe Terry, repórter a acompanhar o Arsenal
Talvez seja uma simplificação excessiva descrever a final da Champions League desta temporada como o ataque do Paris contra a defesa do Arsenal, mas os Gunners são provavelmente a equipe mais bem equipada para neutralizar o ataque devastador dos franceses. O núcleo da defesa do Arsenal – o trio formado por David Raya, William Saliba e Gabriel Magalhães – foi responsável pelo menor número de gols sofridos, tanto na campanha vitoriosa da Premier League como no percurso até à final em Budapeste. Os jogadores estarão em alta após celebrarem o seu primeiro título da Premier League em 22 anos e vão acreditar em si próprios a partir da posição de não favoritos, especialmente porque terão aprendido com a derrota na semifinal da temporada passada contra o mesmo adversário. Foi uma eliminatória renhida que o Paris mereceu vencer, mas o Arsenal deu um grande passo em frente desde então.
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