Luiz Antônio Prósperi, 20 junho 2026 (12h59)
Vini Jr é destaque no New York Times, jornal global mais respeitado da imprensa internacional. Atribuem a Vini o possível condutor da Seleção Brasileira rumo ao tão proclamado Hexa. Dois jogos com participação decisiva do atacante pavimentam essa estrada. Enfim, Vini mostra a cara. Dentro e fora das famosas quatro linhas. Mas, calma, muita calma com o andor.
Olha só que o New York Times disse de Vini neste sábado (20/6):
“Um dos temas desta Copa do Mundo ainda em seus primórdios tem sido o desempenho excepcional dos craques. Lionel Messi marcou três gols. Kylian Mbappé, dois. Erling Haaland também. E Harry Kane. Christian Pulisic, o rosto do torneio, brilhou na estreia dos Estados Unidos, mesmo tendo que assistir ao segundo jogo do banco de reservas. Quanto a Cristiano Ronaldo, quanto menos se falar, melhor, mas ele ainda tem pelo menos mais duas partidas para mostrar seu valor.
Vinicius Jr. certamente pode ser incluído nesse grupo. Ele marcou um gol brilhante que tirou o Brasil de uma situação difícil contra o Marrocos, e contra o Haiti, que reconhecidamente não estava bem, marcou um gol, deu uma assistência para Matheus Cunha e ainda forçou outro, quando seu chute cruzado foi defendido e Cunha aproveitou o rebote para marcar.
Este é o time do Vinicius. Já é assim há algum tempo, mas tornou-se ainda mais evidente desde que o papel do Neymar se tornou mais periférico: ele está nesta Copa do Mundo como uma figura exemplar e não importa muito o quanto ele jogue, enquanto Vinicius está nesta Copa do Mundo para liderar a equipe rumo à conquista do título.”
“E ele está agindo como tal agora. Apesar de ser o jogador mais jovem (com quase 26 anos) no time titular do Brasil contra o Haiti, ficou claro quem era o principal jogador da equipe, em torno de quem os ataques eram construídos e quem tinha maior probabilidade de criar algo do nada”.

New York Times vai além do jogo ao elevar Vini às alturas:
“Sua (de Vini) influência também ficou evidente em um jogo em que o Brasil nem sequer estava jogando, já que Almirón, do Paraguai, foi expulso após revisão do VAR por ter coberto a boca com a mão enquanto parecia dizer algo para Mert Mulder, da Turquia.”
“Essa foi a primeira expulsão desse tipo depois que a International Football Association Board (IFAB) — órgão que define as regras do jogo — alterou suas normas em abril, incluindo a punição com cartão vermelho para jogadores que cobrem a boca em situações de confronto.”
“Essa lei entrou em vigor depois que Vinicius alegou que o meio-campista do Benfica, Gianluca Prestianni, o havia insultado racialmente , tapando sua boca com a camisa durante uma partida da Liga dos Campeões da UEFA em fevereiro. Prestianni negou ter insultado Vinicius racialmente e foi posteriormente suspenso por seis jogos, três dos quais foram suspensos condicionalmente, após admitir conduta homofóbica”.
Então, você concorda com o jornal americano a respeito de Vini?
Os argumentos são fortes. De fato, Vinicius Jr tem cumprido quase tudo do que se esperam dele.
Porém, e sempre tem um porém, o papel de condutor da Seleção Brasileira rumo ao título não é de Vini Jr. Está escrito no roteiro que cabe a Neymar carregar esse fardo, claro, com ajuda e muita boa vontade de Carlo Ancelotti.
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