Luiz Antônio Prósperi – 28 julho 2026 (11h15)
Roberto Mancini é o novo técnico da Itália. Giovanni Malagò, presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), anuncia Mancini no comando da Azzurra e Claudio Ranieri na função de diretor técnico da seleção. Paolo Maldini e Leonardo deixam seus cargos na federação.
Europa agora passa a ter treinadores de nome em grandes seleções após a Copa do Mundo 2026. Zinedine Zidane, assumindo a França nesta terça-feira (28/7), Jorge Jesus na seleção de Portugal e Jurgen Klopp na Alemanha se juntam a Thomas Tuchel da Inglaterra e Mancini na Itália com a missão de desafiar Luis de la Fuente, campeão mundial com a Espanha.
Mancini sofria rejeição no futebol italiano por ter abandonado a Azzurra em troca de um milionário salário na Arábia Saudita em 2023.
“Você está me perguntando se o passado de Mancini (ele deixou a seleção nacional em 2023 para treinar a Arábia Saudita) foi levado em consideração? Claro que sim, e o pedido de desculpas de Roberto foi importante. É um pré-requisito para a coletiva de imprensa de amanhã. É evidente que todas as avaliações possíveis foram feitas”, revela Malagò ao jornal La Repubblica nesta terça-feira (28/7).
O presidente da FIGC, Giovanni Malagò, esclareceu o contexto que levou ao fracasso do acordo para a contratação de Andrea Pirlo como treinador, resultando nas demissões do diretor técnico Paolo Maldini e do consultor Leonardo, relata o La Repubblica:
“Andrea Pirlo havia sido escolhido como treinador, mas houve uma mudança em seu nome por conveniência. Não houve objeções legais, mas eu simplesmente não consegui aceitar”, explicou Malagò. Ele acrescentou: “Assumo a responsabilidade por ter interrompido as negociações. Criou-se uma situação de impasse com o diretor técnico Maldini e o consultor Leonardo. A minha posição era firme e clara. As demissões deles foram acordadas sem conflito, mas a decepção permanece porque houve falta de consenso.”
Dia de Zidane
Enquanto em Roma se vivia o alvoroço com o anúncio de Roberto Mancini, em Paris Zinedine Zidane era empossado no comando da França com contrato até a Copa do Mundo de 2030. Zidane ocupa agora o cardo de Didier Deschamps após 14 anos à frente da seleção francesa.

“Para mim, é uma continuidade, um sonho. Recebi algumas propostas durante os cinco anos em que estive fora para assumir o comando de clubes, mas recusei todas para ficar com a seleção francesa. Era a única coisa que eu queria fazer”, conta Zidane ao ser anunciado novo técnico da França.
“O que me motiva é o jogo. Era um camisa 10, gosto de gols. Eu era um líder em campo e agora quero ser um líder pela experiência”
“Tenho muitas emoções, estou pronto para o desafio. É isso que me motiva. Hoje tenho a oportunidade de comandar esta equipe e darei tudo de mim para que possa vencer. Gostaria também de parabenizar o DD (Didier Deschamps) por estes anos notáveis”.
Zidane estará ao lado de Jorge Jesus (Portugal), Jurgen Klopp (Alemanha), Thomas Tuchel (Inglaterra) e Roberto Mancini (Itália) na boa batalha do futebol europeu contra Luis de la Fuente, campeão do mundo com a Espanha na Copa 2026.
O primeiro desafio dessa turma das grandes potências do futebol europeu é logo ali: setembro, no início da Liga das Nações da Europa.
A expectativa é de seleções mais impactantes em busca de bom futebol e retomada da hegemonia contra o império da Espanha. Sorte dos europeus.
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