Luiz Antônio Prósperi – 28 setembro 2026 (12h03)
Ancelotti manda avisar: “A crítica ao meu trabalho é uma crítica que sempre existiu e sempre vai existir. Esta crítica não afeta a ideia que tenho para o futuro da Seleção e desses jogadores. O quanto a crítica pode afetar em percentual as minhas ideias que tenho para o futuro, é zero.”
Você concorda com o Mister?
O italiano, parece, não se incomoda com as críticas. E, nesta terça-feira (29/9), às 7h (horário de Brasília), terá mais um amistoso contra Austrália para provar que está no caminho certo na renovação da Seleção. O jogo será no Suncorp Stadium, em Brisbane. Tomara, em um gramado digno.
E a Seleção terá sete mudanças para este segundo amistoso.
Sai o esquema 4-2-4, entra o 4-3-3.
Quem sai: Hugo Souza (goleiro, Corinthians), Matheuzinho (Corinthians), Marquinhos (PSG), Vitor Reis (Manchester City), Douglas Santos (Zenit), Estevão (Chelsea), Endrick (Real Madrid).
Eis a Seleção com as mudanças:
Otávio (Cruzeiro), Vanderson (Monaco), Jair (Nottingham), Gabriel Magalhães (Arsenal) e Mauro Júnior (PSV); Danilo (Botafogo), Bruno Guimarães (Arsenal) e Gabriel Bontempo (Santos); Rayan (Bournemouth), Raphinha (Barcelona) e Vini Jr (Real Madrid).
Acompanhe o que disse Ancelotti na coletiva de segunda-feira (28/9):
“A prioridade é buscar construir uma nova geração de futebolistas que possa acompanhar a Seleção no futuro próximo, que é a Copa América (2028) e a Copa do Mundo (2030). Essa é a prioridade. Pode ser que hoje, nos 26 (convocados), não estejam os melhores, mas algo temos que fazer. Temos que acompanhar o jovem que pode apresentar o futuro e acompanhá-lo de perto. Um jogador que não joga no clube (ex: Endrick, Estevão), que pensamos que é bom para o futuro da Seleção, vou chamar”.
Comparação da Seleção de 25 anos atrás com a geração atual:
“Como eu disse antes, este país é capaz de produzir talentos fantásticos. Eles fizeram isso nos anos 1950, com Pelé e com jogadores históricos, como Garrincha, Romário, Ronaldo, Neymar e Kaká. Agora há uma nova geração de jogadores: Vinicius Jr., Raphinha, Estêvão, Endrick… O problema é que o talento não faz a diferença de 20 anos atrás. O talento tem que ser sustentado pelo trabalho coletivo”.

Pressão e críticas ao seu trabalho na Seleção Brasileira
“A crítica ao meu trabalho é uma crítica que sempre existiu e sempre vai existir. Esta crítica não afeta a ideia que tenho para o futuro da Seleção e desses jogadores. O quanto a crítica pode afetar em percentual as minhas ideias que tenho para o futuro, é zero.”
Mensagem à torcida brasileira
“Estamos trabalhando para que a Seleção Brasileira seja protagonista. A expectativa para um treinador da Seleção Brasileira é muito alta. A expectativa é muito alta. Aqui, você tem que ganhar a Copa do Mundo, não pode pensar em chegar nos quatro primeiros (colocados)… Não lembro de um ano em que a expectativa não era muito alta na minha carreira. A expectativa sempre tem que ser alta. Temos que dar o máximo para fazer o trabalho da melhor maneira possível”.
Para onde vai levar a Seleção Brasileira?
“O que temos que fazer é ir passo a passo. Eu acho que a geração que jogou a Copa do Mundo de 2018, 2022 e 2026 acabou. Temos que construir uma nova geração levando em consideração alguns jogadores da geração anterior com idade para a próxima Copa do Mundo. É um momento muito interessante para novos e jovens jogadores, de 17, 18, 19 anos, é muito interessante. Temos a possibilidade de encontrar alguma coisa. Estamos observando jovens jogadores muito talentosos e esperamos ter a possibilidade e a oportunidade de ajudá-los a crescer mais rápido”.
Cabe a volta do jogo bonito na Seleção?
“Acho que o objetivo de todos os torcedores é ver a Seleção ganhar jogos, jogando bem, naturalmente. Não acredito que o torcedor brasileiro tenha ficado contente com o jogo de 1994, quando a equipe era muito sólida e ganhou a Copa do Mundo, com o talento de Romário. Temos a qualidade e os jogadores para jogar um jogo bonito, mas acho que é importante ganhar o jogo.”
Maioria das críticas é direcionada ao meio-campo: mais controle do jogo e menos transição?
“Obviamente controlar a transição é muito importante, tanto é que no jogo contra a Austrália, a Austrália não teve oportunidade de contra-ataques, também jogando com quatro atacantes. Significa que a equipe estava equilibrada. Pode ser que você tenha mais equilíbrio com três atacantes, mas também pode ser que com três atacantes você tenha mais dificuldades de criar oportunidades. E tivemos muitas oportunidades contra a Austrália. Não finalizamos bem. Mas o controle da transição, sobretudo quando você joga contra uma equipe que se aproveita muito da defesa e contra-ataques, é muito importante. Pode controlar a transição com três meio-campistas, mas também com quatro atacantes, você pode controlar igualmente…“.
Quais surpresas positivas neste grupo de jogadores?
“Os jovens que estão aqui, eu gosto deles, de todos. O Breno (Bidon) é um jogador que tem muita qualidade, que está jogando muito bem no Campeonato Brasileiro. Gostei muito de Arthur Dias e dos goleiros, que eu não conhecia. A verdade é que são todas surpresas positivas. Gostei muito do Gabriel Bontempo, Jair… Quero ser objetivo: temos futuro, apesar das críticas.”
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