Luiz Antônio Prósperi – 10 outubro 2026 (16h21)
Corinthians continua sem um treinador. Dos profissionais sondados ou convidados, nenhum aceitou assumir o time nessa altura do campeonato. Não, muito obrigado.
Tamanha rejeição tem uma explicação. Corinthians oferece a candidatos ao emprego um contrato de apenas três meses. Não fosse o curto período de trabalho, tem outro entrave: evitar o rebaixamento à Série B.
Qual treinador aceitaria essa oferta de trabalho?
Você teria um contrato de três meses de trabalho, sem garantias de que vai receber o salário em dia e ainda salvar o time do atoleiro no Brasileirão prestes a entrar na zona da degola rumo à Série B de 2027.
Não se pode dizer que é uma situação confortável e muito menos estável.
A tragédia corintiana é aliada de uma gestão deplorável dentro e, mais ainda, fora de campo.
Por mais colossal que o clube seja, assumir um time nessas condições é quase uma confissão de suicídio profissional.
Nem é questão de coragem e de confiança no currículo. É questão de dignidade.
O Corinthians em si não se dá ao respeito. E não é de agora. Vem quebrando pedras e alicerces do clube há mais de duas, três décadas. Botando fogo no parque.
Por isso, quem vai querer comprar bananas desses irresponsáveis quitandeiros?
Javier Mascherano, Ramón e filho Emiliano Díaz, Fábio Carille, Sylvinho, Juan Pablo Vojvoda, Luís Zubeldía… quem mais?
Todos eles, de uma forma ou de outra, disseram não ao Corinthians.
Quem semeia ventos, raios, colhe tempestades. Quem espalha brasas, queima a sola dos pés. Quem não paga, deve.

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