Luiz Antônio Prósperi – 24 julho 2026 (11h46)
“Quero criar uma situação em que os torcedores voltem para casa depois do jogo e digam: ‘Uau, isso foi incrível, Quero que as pessoas digam: ‘Uau, valeu a pena ligar a TV por 90 minutos para ver a Alemanha jogar’. Eu vivi e experimentei como o futebol pode mudar uma cidade. E acho que não se trata apenas de cidades, mas também de um país. Idealmente, o futebol pode mudar um país” – Jurgen Klopp, 59 anos, ao assumir comando da seleção da Alemanha nesta sexta-feira (24/7). Seu contrato vai até o fim da Copa do Mundo de 2030.
Promessas e ameaças de Klopp
Klopp promete mudar o país, mas alerta: não vai tolerar tratamento invasivo por parte da imprensa e ameaça deixar o cargo sem multa rescisória do contrato no caso de sentir que a privacidade de sua família fosse violada.
“Aceito este emprego mesmo tendo visto como vocês trataram Nagelsmann (técnico da Alemanha demitido após queda da seleção na Copa 2026). Aceito este emprego mesmo tendo visto como vocês trataram Thomas Tuchel (técnico alemão que dirige a seleção inglesa) na Inglaterra. No dia em que não me quiserem mais, eu vou embora, sem nenhuma indenização. Se amanhã vocês disserem: ‘Ele é um lixo’, digam na minha cara e eu vou embora. Se vocês se comportarem mal e não deixarem minha família em paz, eu vou embora, simplesmente vou embora.”
“Critiquem-me se algo não funcionar. Jürgen Klopp não terá carreira depois da seleção. Este é o auge da minha carreira como treinador. Darei tudo de mim.”
Klopp foi criticado no mês passado quando, conversando com o ex-jogador alemão Thomas Müller na televisão durante a transmissão da partida da fase de grupos da Copa contra Curaçao, pareceu insinuar que os dias de Nagelsmann estavam contados ao dizer que ele “ainda” escalaria o time. Isso foi seguido por um rápido pedido de desculpas. Klopp repetiu o mesmo comentário na sexta-feira e disse que os dois ainda não haviam conversado desde que sua contratação foi confirmada, relata o jornal inglês The Guardian.
“Não houve nenhuma troca de palavras. Foi uma piada. Em retrospectiva, foi um dos piores comentários ‘engraçados’ que já fiz. Sinto muito, já me desculpei um milhão de vezes.”
Foi apenas uma coisa precipitada a dizer, sem qualquer intenção oculta, e só posso desejar-lhe tudo de bom. Agora ele pode seguir para novos horizontes e tenho certeza absoluta de que terá muitas oportunidades de treinar uma grande equipe no futuro.”
Klopp promete uma seleção da Alemanha com futebol expansivo. “Sucesso é o desempenho em relação às expectativas.
“Quando perguntamos na Alemanha: ‘Somos tão bons quanto a França?’ e a resposta é não, isso não é verdade. Se perguntarmos: ‘Temos jogadores como Dembélé, Mbappé, Doué e Barcola?’, não temos, mas ainda assim podemos vencê-los.”
“Não queremos jogar como a Argentina, a Espanha, a Inglaterra ou a França. Queremos jogar à maneira alemã, com muita intensidade. Somos a seleção número 1 neste momento? Não, aceitamos isso. Há 11 seleções à nossa frente no ranking. Podemos vencê-las, mas para isso precisamos jogar um futebol muito bom e muito intenso.”
“Acho que o contato com uma equipe não significa necessariamente trabalhar com eles dia após dia. Às vezes serão 30 minutos ou uma hora, e isso será em campo. Mas todos eles têm um celular. Conversarei com eles, os ouvirei, assistirei aos jogos e darei meu feedback. Isso também contribui para o desenvolvimento dos jogadores e os torna melhores.”
Jurgen Klopp estreia no comando da Alemanha em Amsterdã contra a Holanda, dia 24 de setembro, pela Liga das Nações da Europa. Primeiro jogo de quatro que terá em um intervalo de 11 dias. “Os jogadores têm que me mostrar, e não apenas dizer, que jogar pela Alemanha é algo muito especial”.
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