Pep Guardiola anuncia que não vai comandar a Seleção Italiana. Carlo Ancelotti muito menos, apesar de não se manifestar de forma oficial. Então, a missão agora é de Andrea Pirlo, campeão mundial com Azzurra na Copa de 2006, encarregado de trazer a Itália a um novo tempo e voltar a disputar a Copa do Mundo depois de ficar fora das três últimas edições – 2018, 2022 e 2026. Acompanhe relato da Gazzetta dello Sport:
Itália, Pirlo disse sim
por Elizabeth Esposito, Gazzetta.it, 24 julho
Como esperado, Pep Guardiola recusou, e a nova gestão da Azzurra foi direto para Andrea Pirlo, que aceitou o cargo de novo técnico da Itália. As palavras de Maldini e Leonardo na reunião da Lega Serie A na quinta-feira, no entanto, deixaram pouca margem para interpretação: para o comando da Itália, ou o melhor de todos, com quem compartilhamos nosso jogo e filosofia futebolística, ou alguém que “pense como nós, com quem estejamos em sintonia, que compartilhe nossas ideias”.
Alguém como Andrea Pirlo, o homem que a nova gestão identificou desde o início como perfeito para o que consideram o renascimento necessário do nosso futebol. Afinal, esperar que técnicos experientes e temperamentais como Conte ou Mancini “pensem como eles” é praticamente ficção científica. Melhor, então, seria um jogador mais jovem, inclinado a um estilo de futebol mais moderno e aberto a possíveis conselhos e orientações.

Os motivos
Pirlo não teve uma carreira brilhante como treinador (para dizer o mínimo), mas Maldini sempre viu nele uma visão futebolística extraordinária e está disposto a apostar nisso. Alguns já o acusaram de não ter o perfil para gerir um vestiário (e o da seleção italiana certamente não é fácil), mas, por isso, os dois dirigentes a quem o presidente Giovanni Malagò confiou a maioria das decisões sobre o futuro da Azzurra estão prontos para se posicionar firmemente contra qualquer um que o questione.
O que vem pela frente
O que acontece agora? As conversas com Pirlo estão em andamento, e ele está obviamente entusiasmado em participar deste projeto, que, inclusive na decisão de tê-lo como técnico, é revolucionário. O ex-meio-campista do Milan e da Juventus já aceitou a proposta de Maldini e Leonardo. E todos na FIGC se resignam à ideia de um fim de semana de trabalho.
O Conselho Federal, que formalmente não é obrigado a se envolver na decisão (o Estatuto estipula que ele seja apenas “ouvido”), se reúne na terça-feira, mas ainda pode ser uma boa oportunidade para um anúncio. Espera-se que Pirlo tenha contrato até a Copa do Mundo de 2030, embora Maldini vislumbre um plano de longo prazo, visto que o processo de reconstrução deve começar com jogadores de 12 a 13 anos e ser concluído em 8 a 10 anos.
Os valores? O bom senso sugere que, enquanto Mancini aceitaria € 2 milhões por temporada, Pirlo não pode ganhar mais do que € 1,5 milhão. Esperando ter uma excelente motivação (leia-se: vitórias) para aumentar seu salário no futuro. Salvo grandes surpresas ou complicações, que certamente não agradariam à direção técnica, Pirlo será o novo treinador. E será em breve.
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