Luiz Antônio Prósperi – 13 agosto 2026 (10h05)
Libertadores é diferente. Não tem delongas. É urgente. A fase mata-mata, quando se separa os coadjuvantes dos protagonistas, exige futebol. Seja qual for a estratégia. Por isso não foi uma surpresa os cinco jogos disputados nas oitavas de final terminarem empatados. Evidente, não contam aí as partidas desta quinta-feira à noite (13/8): Rosario Central x Corinthians; Mirassol x LDU; e adiado Tolima x Del Valle. E olha que entraram em campo Palmeiras e Flamengo, apontados candidatos ao título antes mesmo de a Libertadores 2026 começar.
Você tem alguma dúvida de que a hora é agora na Libertadores?
Vamos analisar a participação dos clubes brasileiros nos jogos de ida das oitavas de final:
Fluminense 0 x 0 Rivadavia
Jogo fraco. Crispado, como manda a cartilha de torneios sul-americanos. Fluminense sem um pingo de ideias e atuações individuais (Hulk, por exemplo) abaixo do tolerável. Era preciso jogar mais bola.
Fluminense amorfo sem sintonia entre o elétrico técnico Luis Zubeldía à beira do campo e os jogadores lá dentro. Um falava “grego”, os outros calados e sem entender o idioma do treinador.
Vaias nas arquibancadas do Maracanã. Dois dias depois, Zubeldía é demitido. Cai o técnico antes mesmo do jogo da volta quarta-feira (18/8) na Argentina.
Palmeiras 1 a 1 Cerro Porteño
Em ação, um forte candidato ao título jogando em sua casa. Bolas na trave, gols impossíveis de se perder. Um desalinho entre as propostas de Abel Ferreira e a execução das ordens por parte dos jogadores.
No esquema com três zagueiros de Abel quem arma o jogo são os zagueiros na saída de bola. E os meias sem ação espremidos nas linhas inimigas defensivas com oito até nove guardiões.
Cá entre nós, com zagueiros de armadores e meias encaixotados, o time não funciona. Mesmo assim teve chance de fazer até 2, 3 a 0. Fez um, Flaco Lopez, mas sofreu o empate nos acréscimos em outro frangaço do goleiro Carlos Miguel.
Aliás, Carlos Miguel transmite tanta segurança quanto um guarda de esquina desarmado rodando o cassetete. E a pé.
Cruzeiro 1 a 1 Flamengo
Jogo de bom nível. Ufa! Cruzeiro empurrado por sua gente e dependente de Gerson e Matheus Pereira. Enquanto os dois tiveram fôlego e clareza de pensamento, o time mineiro andou. Sem falar do golaço, aço aço de Arroyo fazendo 1 a 0.
https://x.com/LibertadoresBR/status/2087727576940691834?s=20
Flamengo de Mister Jardim na sua toada de controlar tudo, de não se enrolar na troca de passes e chegar sem arroubos ao gol adversário. Costuma ser dominante assim. E seria não fosse a pouca lucidez na grande área. A coisa só muda quando Jardim tira Paquetá e Pedro do banco e os manda aos leões.
Paquetá faz o gol de empate. Pedro tira sono dos zagueiros cruzeirenses, apesar da baixa efetividade quando teve a bola nos pés.
Com Paquetá e Pedro, Flamengo esteve mais perto de vencer.
Sem o mesmo quilate do time carioca no banco de reservas, Cruzeiro se oxigena bem quando entram os meninos Zé Lucas (vem um craque aí na meiuca, Ancelotti), Kenji e João Costa. A boa notícia que chega de Minas.
Outros resultados
Estudiantes 1 a 1 Universidad Católica
Platense 1 a 1 Coquimbo Unido
Tolima x Independiente Del Valle adiado devido ao terremoto na Colômbia.
E um alô especial ao locutor Luis Roberto, da TV Globo, que voltou ao batente narrando Cruzeiro 1 x 1 Flamengo, na cabine do Mineirão, após quatro meses afastado para cuidar da saúde.
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