Junho de 1982 parecia mágico, horizontes se abrindo. Chumbo do ar se esvanecia para dar cor ao país. Céu limpo, dias claros. Havia esperanças e certezas de que um novo rumo estava logo ali na esquina. Novas conquistas. Havia um time de futebol a embalar todos os sonhos. Impossível de ser derrotado. Eram todos craques, todos humanos, jogavam o que estava nas nossas cabeças, traduziam nossos pensamentos.

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Discussões inúteis a respeito da queda de Rogerio Ceni incendeiam o futebol nesta segunda-feira. Há os que defendem o ex-goleiro – ele não seria o culpado pelo estado de calamidade técnica que vive o time. Há ainda os que o condenam – seria arrogante por investir na carreia de treinador e assumir logo de cara um clube do tamanho do São Paulo apenas porque lá é um mito.

Santos e Palmeiras mostraram suas contradições no clássico desta quarta-feira (14/5) na Vila Belmiro. Vitorioso, o dono da casa se acovardou no segundo tempo, sem virtudes técnicas e sem força física. Derrotado, o visitante e atual campeão brasileiro se agigantou nos últimos 45 minutos com bom repertório. Análise pode ser simplista, mas cabe exatamente no que disseram Levir Culpi, treinador do Santos, e Cuca, técnico do Palmeiras.

Quando se assume inferior ao adversário, é preciso levar essa condição do início ao fim do jogo. O São Paulo entendeu que deveria ser pequeno diante do Corinthians no clássico neste domingo. Assumiu essa postura e, no momento que poderia surpreender, pagou caro com erros ridículos de sua trinca de zagueiros Lucão, Maicon e Douglas. Do outro lado, em nenhum momento deixou de ser grande, mesmo com alguma soberba nos últimos dez minutos da partida.

Pepe Guardiola já tem um problema complicado para resolver quando voltar de férias do Manchester City. Trata-se da cotovelada que o zagueiro Otamendi atingiu Gabriel Jesus, nos minutos finais do amistoso Argentina 1 x 0 Brasil, realizado na sexta-feira, em Melbourne. Jesus sofreu um fratura na face, foi desconvocado da Seleção Brasileira e deve ser examinado em São Paulo para se ter certeza de que o caso é ou não de cirurgia.