Argentina vence Inglaterra de virada e vai à final da Copa em busca do tetra

imagem Fifa X oficial

Luiz Antônio Prósperi – 15 julho 2026 (18h18)

Argentina vence a Inglaterra de virada por 2 a 1 e vai à final da Copa do Mundo 2026 desafiar a Espanha. A vitória na semifinal vem com a patente dessa geração acostumada a não desistir nunca, sonhar sempre e, claro, ser feliz dependendo da arte de Lionel Messi. Só a Argentina tem Messi. A Inglaterra poderia ter mudado o curso desse rio, mas se acovardou ao sair na frente com um gol no começo do segundo e depois só se defender. Nem sempre é assim, o futebol não trata como normal os covardes.

O Jogo

Primeiro tempo de se apagar. Nenhuma história a contar a não ser lances crispados, faltas a granel e poucas tentativas de gols. Nem Messi, muito menos Bellingham. Os candidatos a protagonistas pouco apareceram. Inglaterra trancada até com Harry Kane ajudando o sistema defensivo. Argentina querendo jogar, mas sem espaço e fiel à procura do ataque no lugar mais congestionado do campo. E quando perdia a bola, sarrafo. Empate sem gols em 45 minutos

No segundo tempo a história é outra. Muito por causa do gol de Gordon, aos 10 minutos. Kane, situado no seu campo antes da linha divisória, lança Rogers na ponta-direita e dali o cruzamento certeiro para Gordon tocar para o gol.

Vantagem inglesa obriga argentinos a descer a serra. Em bloco. Ocupação por completo do território inimigo. Messi acionado, costura, manda passes por cima dos zagueiros, cria situações de gol. Nos momentos mais agudos, Pickford evita o pior.

Como o gol de empate não sai e a Inglaterra também se recusa a atacar, Scaloni alarga seu time. Com Nico Gonzalez, De Paul, Montiel somando-se a Messi, Mac Alistter, Julian Alvarez. Muita gente para os ingleses segurarem. E Enzo Fernandez à espreita de chutes de fora da área.

Argentina prensa, aperta, leva agonia à esquadra britânica.

Thomas Tuchel reage optando por jogadores de defesa. Burns, quase dois metros de altura, e Oreilly nas vagas de Rice e Reece James. Acovardou-se.

Scaloni escancara ainda mais trocando o lateral Tagliafico pelo atacante Lautaro Martinez.

Argentina continua martelando. E bate na rocha. E bate na parede. E chuta e cruza. Até que Messi pega a bola na ponta-direita, abre na entrada da grande área para Enzo. Chute certeiro. Argentina 1 a 1 Inglaterra, aos 40 minutos.

Acuados, sem noção do que fazer, os ingleses se oferecem aos argentinos. Evidente, a conta viria alta.

Messi, sempre ele, aproveita rebote de um chute de Mac Allister no pé da trave,   avança como ponta e cruza perfeito, como se fosse levar a bola com a mão até a cabeça de Lautaro Martinez. Gol. Argentina 2 a 1, aos 47 minutos.

Era virada argentina em pouco menos de sete minutos. Dois gols que começam com Messi, o último gênio do século.

Aí, envergonhado com as péssimas escolhas que havia feito, Tuchel manda a campo os atacantes Rachford e Toney, grandalhões. E mais o zagueiro Burn e o lateral Oreilly, todos gigantes. Torres inglesas a escalar o gol. As torres caíram.

Argentina sustenta a virada com marca registrada dessa seleção na Copa 2026: gana, muita gana. Fome de ser campeã pela segunda Copa consecutiva. Busca o Bi somando 2022 e 2026 e o Tetra na soma dos títulos de 1978, 1986, 2022.

A encrenca agora é com a Espanha na final de domingo, 19 de julho em New Jersey.

Encrenca? Pode ser. Quem tem Messi nunca se dá por vencido. Só a Argentina tem Lionel, Lionel Messi.

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