Corinthians é um time sem segredo. Se defende com minúcias, cada setor tem marcação dobrada. Avança em triangulações nos dois lados do campo, simples. E ferroa no ataque como um escorpião, letal. Não é um modelo inusitado, nem difícil de ser esmiuçado. O problema é como demolir a fortaleza e não levar as picadas.

Corinthians e Cruzeiro fecham a terceira rodada do Brasileirão 2017 na ponta da tabela, com sete pontos cada um. São portadores do futebol pragmático. Em um campeonato longo de pontos corridos essa fórmula de vencer na conta do chá tem lá sua valia, mas é cedo para indicar que os dois encontraram a trilha do título. Como também não se pode excomungar Atlético-MG e Palmeiras, até aqui decepcionantes. Muito menos o Santos, cada dia mais esquálido. Cabe ainda apontar o dedo ao São Paulo, de pé com seu treinador aprendiz após duras quedas.

 

Presidentes de Palmeiras e Corinthians concederam entrevistas coletivas neste início de noite de terça-feira (04/11). Paulo Nobre, sereno, discorreu sobre a vitória do clube na corte arbitral contra a WTorre na venda de cadeiras do Allianz Parque, da paz política no Palestra e do bom futebol do time de Cuca. Roberto Andrade, um pouco tenso, falou dos problemas financeiros, baixo rendimento do time de Carille e da turbulência política interna. Nobre parecia no céu e Andrade fugindo do purgatório.