Corinthians vence Cruzeiro e perde prestígio da Fiel no Itaquerão

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Corinthians entra naquele período de mais dúvidas do que certezas. Patina no Brasileirão, continua sob comando de técnico interino, sempre à espera da espada a cortar sua cabeça, e começa a se sentir abandonado por sua torcida. E o futuro na Copa do Brasil, possível salvação da temporada, também provoca mais pontos de interrogação. Por isso, a vitória por 2 a 1 diante do Cruzeiro no Itaquerão não deve ser encarada como um recomeço. No jogo de volta, o time de Minas entra vivo e com perspectivas de eliminar o rival paulista.

Antes mesmo de derrotar o Cruzeiro, o Corinthians já estava na panela de pressão. Comando do clube não garantia mais a permanência de Fabio Carille até o fim do ano.

Pior, os dirigentes já se mostravam preocupados com a queda de arrecadação em casa. Na derrota para o Fluminense, no domingo, no Brasileirão, pouco mais de 19 mil torcedores foram ao estádio em Itaquera. Nesta quarta, diante do Cruzeiro, em outro torneio, foram apenas 18.796 pagantes – um dos piores públicos da arena. Prejuízo na certa e com fortes indícios de comprometer o orçamento.

São reflexos do fraco futebol exibido pelo time. Neste confronto da Copa do Brasil não houve uma evolução significativa em relação aos dois últimos jogos.

Ao sair na frente, com dois gols antes dos 10 minutos do segundo tempo – Leo contra e Romero -, não conseguiu ampliar a vantagem e ainda deu ao adversário a possibilidade de descontar a diferença – gol de Robinho, aos 32.

Carille, mesmo com a vitória magra, aprovou o desempenho do time e ressaltou o ataque.

“Nós jogamos melhor no domingo se comparado com quarta e também melhoramos hoje (quarta-feira). Criamos oportunidades e não fizemos algumas. Acredito muito na repetição, não só de jogadores, mas de sistema. E todos os jogadores são treinados da mesma forma”, disse o treinador.

“É uma vitória que acalma os nossos atacantes, que estavam com essa falta (de gols) e estavam pressionados. O Romero fez gol e jogou bem”, insistiu Carille.

Todo esse entusiasmo do treinador, parece, não empolga a torcida. Não por acaso, a média de público no Itaquerão, em torno de 39 mil pagantes, começa a cair.

Como o jogo de volta em Minas vai ser disputado apenas no dia 19 de outubro, é bem provável que a Fiel volte a acreditar no Corinthians.

Se o time reagir no Brasileirão, a tendência é uma ocupação maior na arena. Se os bons resultados não se repetirem é de se esperar um abandono ainda maior. Nesse caso, talvez nem Fabio Carille esteja mais no comando do time.

FICHA DO JOGO

Corinthians 2 x 1 Cruzeiro

Gols: Léo (contra), aos 2; e Romero, aos 8; e Robinho, aos 32 minutos do segundo tempo.

Corinthians: Walter; Fagner, Yago, Balbuena e Guilherme Arana; Camacho; Marquinhos Gabriel, Giovanni Augusto, Rodriguinho (Willians) e Marlone (Rildo); Romero (Lucca). Técnico: Fábio Carille.

Cruzeiro: Rafael; Lucas, Léo, Manoel e Edimar; Henrique, Ariel Cabral (Arrascaeta) e Robinho; Rafinha, Rafael Sóbis (Ábila) e Willian (Alisson). Técnico: Mano Menezes.

Juiz: Eduardo Tomaz de Aquino Valadão

Público: 18.796
Renda: R$ 961.342,00
Local: Itaquerão
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