Luiz Antônio Prósperi – 21 março (01h35) –

Seleção Brasileira estava a pouco mais de três minutos de um empate contra a Colômbia diante de 70 mil torcedores no Mané Garrincha, quinta-feira (20/3), em Brasília. Maioria nas arquibancadas ensaiava vaias. Aí Vini Jr, o The Best Fifa 2024, arrisca um chute fácil, a bola desvia no zagueiro colombiano. Pimba! Brasil 2 a 1. Agora, falando sério, a Seleção teve méritos para vencer? Não.

Depois que eles mudaram o sistema, não tínhamos percebido que eles haviam mudado. Então, deram um nó tático, sendo bem sincero. Mas no segundo tempo conversamos no vestiário. Conseguimos fazer muito mais com bola ainda, principalmente na saída de bola, acho que deixamos a desejar. Na parte final acho que fomos muito bem” – volante Bruno Guimarães

Exceção dos primeiros 15 minutos quando sai na frente com o gol de Raphinha cobrando pênalti sofrido por Vini Jr, time brasileiro não joga nada. E perde ainda mais o rumo após a saída de Gerson, machucado, aos 28 minutos.

Detalhe, Gerson havia sido substituído na final do Carioca Flamengo vs Fluminense acusando dores na coxa. Mesmo assim, entra de titular da Seleção quatro dias depois e não suporta nem 30 minutos de jogo contra a Colômbia.

Sai Gerson, entra o espartano Joelinton. Cá entre nós, jogador de clube. Brilha no Newcastle. E para por aí.

De um vacilo de Joelinton, Arias rouba a bola, entrega a James Rodriguez e dali passe perfeito para Luiz Dias empatar o jogo. Brasil 1 a 1 Colômbia. Justiça, se é que o futebol vive de justiça.

Naquele momento, a seleção colombiana era dona do jogo. Atacava pelos flancos, chegava com uma armada dentro da área brasileira. E reduzia o time de Dorival Junior a coadjuvante do jogo.

No segundo tempo, a história se repetia. Brasil vivia de espasmos em bolas esticadas a Vini, Raphinha e Rodrygo.

Aí acontece o choque de cabeças entre o goleiro Alisson e o zagueiro Sanchez. Jogo é paralisado por sete minutos aos 37 minutos. Árbitro acrescenta mais dez.

A parada forçada quebra a Colômbia e reabastece o Brasil. Na base do entusiasmo, ataca e ataca até Vini achar o gol em chute defensável mas imprevisível ao desviar num zagueiro desavisado. Seleção vence.

Vitória sem méritos, sem futuro e nada a acrescentar a um time à deriva comandado por uma comissão técnica sem entender o tamanho e exigência da Seleção Brasileira.

Estamos sem norte há muito tempo. Desde a queda do Brasil na Copa de 2018 na Rússia não encontramos a rota. Perdemos tempo em 2022 no Qatar insistindo em Tite. Depois, passamos um ano iludidos com a possível vinda de Ancelotti que não veio. E vamos a lugar nenhum com Dorival Junior.

De volta ao divã.


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