Luiz Antônio Prósperi – 9 setembro 2025 (23h21) –
Bolívia vence Brasil por 1 a 0 no estádio perto do céu, em El Alto, nos arredores de La Paz. Derrota dos amarelos não conta no jogo disputado a mais de 4 mil metros de altitude. O resultado, sim. Seleção Brasileira fecha a conta nas Eliminatórias da Copa do Mundo 2026 com a quinta colocação, atrás de Argentina, Equador, Uruguai e Colômbia. Mais que uma posição humilhante para os padrões do time pentacampeão mundial, a soma de tudo escancara o atraso na preparação do Brasil pensando no hexa ano que vem nos Estados Unidos.
É isso que interessa. O quanto precisamos andar a passos rápidos para chegar na Copa 2026 e jogar com dignidade. Mais: encarar de igual para igual adversários em estágios acima da Seleção. Falamos de Argentina, Espanha, França, Portugal e outras de alto quilate que surgem bem na hora do Mundial.
E o que temos até agora? Carlo Ancelotti. Apenas isso e mais nada.
Técnico italiano conta apenas quatro jogos no comando do escrete. Pouco, a sugerir que todos os nossos problemas estejam resolvidos. Pouco, também, para não levar em consideração o ridículo ciclo pré-Copa e o enorme tempo perdido na formação de uma Seleção. Contamos aí desde a saída de Tite em dezembro de 2022 e a tortuosa travessia até aqui passando por Ramon Meneses, Fernando Diniz e Dorival Júnior.
Ancelotti, parece, vai por uma trilha certa, sem encruzilhadas. Parece, também, já dota o time de uma certa coerência na defesa e no ataque. E se serve de jogadores razoáveis, de bons dotes técnicos e fartura em algumas posições.
Cabe ao italiano escolher certo, usar e abusar de seu pragmatismo na condução da Seleção seguindo a mesma cartilha que o levou a ser multicampeão por clubes em todos os cantos da Europa.
Carletto tem pouco tempo. No máximo mais sete jogos, todos amistosos, para formar um escrete de respeito. E chegar altivo nos Estados Unidos em junho de 2026, com ou sem Neymar.
Por enquanto, ele não tem culpa de nada. Nem respingos da pior campanha do Brasil na história das Eliminatórias das Copas mancham seu terno azul-marinho, bem cortado nas melhores alfaiatarias da Itália.





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