Luiz Antônio Prósperi – 13 setembro 2025 (13h32) –

John Textor torra algo perto de R$ 716 milhões com a contratação de 15 jogadores para o Botafogo na temporada de 2025. É o líder de gastança entre os 20 clubes da Série A do Brasileirão. Supera o Palmeiras, segundo colocado, com investimento de R$ 713 milhões – dados do site Transfermarkt, especializado em finanças do futebol. Tanto dinheiro derramado e nenhum retorno esportivo. Botafogo está fora da Copa do Brasil, eliminado pelo quase falido Vasco, e da Libertadores, pulverizado pela LDU do Equador. Resta um fiapo de esperança no Brasileirão. Time da Estrela Solitária ocupa o quinto lugar, 12 pontos atrás do Flamengo, primeiro colocado na tabela de classificação.

“Se fosse para enumerar meus erros nessa temporada, ficaríamos a noite inteira aqui contando”, diz, em inglês, um resignado Textor após derrota nos pênaltis para o Vasco, quinta-feira (11/9), no Estádio Nilton Santos. Vasco avança às semifinais. Botafogo começa a lamber suas feridas.

Textor é o responsável direto diante do desastre. Despreza início da temporada. Demora a contratar o técnico substituto do português Artur Jorge, vitorioso em 2024. Aposta em outro portuga, Rafael Paiva, e o joga aos leões por não cumprir os princípios do tal “Botafogo Way”. O que raios seria esse Botafogo Way? Paiva cai ao ser eliminado pelo inimigo Palmeiras nas oitavas de final do Mundial de Clubes.

À deriva, navega até a chegada de Davide Ancelotti, o filho do homem, a dirigir o time. Cabe a Ancelottinho a missão de reerguer as coisas belas daquele Botafogo 2024. Ancelottinho não tem o Santo Graal como seu pai parece ter na cura da Seleção Brasileira. Não há milagre que salve tamanhas besteiras e soberbas de Textor.

Enrolado nos seus negócios na empresa Eagle, onde vive às turras na Justiça, Textor recorre aos préstimos e empréstimos do grego Evangelo Marinaks. Firma uma sociedade, ainda não reconhecida em caráter oficial, com o messias Marinaks. Jura de pés juntos que não vai largar o Botafogo nem mesmo obrigado por ordens judiciais. Botafogo, diz, é sua paixão. A estrela solitária do seu coração.

A torcida, resgatada de seu orgulho próprio depois de décadas apartada do clube por incompetentes dirigentes, ainda acredita nos sonhos vendidos por Textor. Ruim nesse momento, pior sem ele daqui para frente. Atestam na hora de torcer.

Textor tem planos de transferir negócios do Botafogo em uma nova holding de clubes com sede nas Ilhas Cayman, paraíso fiscal dos mais famosos do mundo.

Incrustado desde 1912 na rua General Severiano, no bairro do Rio que dá nome ao clube, o Botafogo corre risco de ser mais uma vítima das SAF (Sociedades Anônimas de Futebol), que se alastram no futebol brasileiro com promessas de dinheiro fácil, grandes jogadores e conquistas infindáveis de taças valiosas.

Textor talvez nunca tenha ouvido o compositor carioca Cartola. Algum botafoguense poderia recomendar a canção “O Mundo É Um Moinho”: ‘Ainda é cedo, amor. Mal começaste a conhecer a vida. Já anuncias a hora da partida. Sem saber mesmo o rumo que irás tomar…’

Melhor seria ouvir Caetano Veloso: … “Da força da grana que ergue e destrói coisas belas”. A letra da canção de Caetano é uma liturgia à cidade de São Paulo. Mas traduz à perfeição os atos de Textor, John Textor. Botafogo, Botafogo.


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