Luiz Antônio Prósperi – 18 novembro 2025 (18h35)

Brasil não vai além do empate por 1 a 1 contra a Tunísia no amistoso que fecha a temporada de jogos do escrete em 2025. Atuação opaca, como a camisa amarela dessa versão da Nike, em Lille (França), nessa terça-feira (18/11). A única nota alta vai para Estevão, talhado a não desistir nunca e a usar seu talento até o último minuto do jogo. Estevão é o artilheiro da era Ancelotti, autor de cinco gols em oito jogos. E a Copa do Mundo 2026 é logo ali.

Primeiro tempo começa e acaba aos pés de Estevão, a sensação da Seleção Brasileira no reinado do italiano Carlo Ancelotti. É do ex-jogador do Palmeiras a iniciativa de furar a boa marcação dos tunisianos em jogada a seu estilo de dominar a bola, conduzir da faixa direita à central e dali fuzilar ao gol – desvio do zagueiro salva a Tunísia antes de 5 minutos de jogo. E o ponto final na primeira parte do amistoso também é de Estevão ao converter pênalti anotado pelo VAR com a bola no braço de Broun fruto de um escanteio na disputa pelo alto com Eder Militão. Gol de Estevão. Brasil 1 a 1 Tunísia.

Entre os dois atos de Estevão, Brasil sofre um bocado com a velocidade e jogo vertical dos tunisianos explorando a insegurança juvenil de Wesley no setor direito da defesa. O ex-lateral do Flamengo, hoje na Roma, não suporta a pressão. Deixa vulnerável o sistema defensivo. Por ali a Tunísia deu início ao gol da Mastouri. Não por acaso, Ancelotti troca Wesley por Danilo no intervalo. Treinador italiano não admite sistema defensivo frágil.

Nos outros departamentos da Seleção, prevaleceu a burocracia. Encostado na ponta-esquerda, cheio de preguiça, Vini Jr não contribuiu em nada. Rodrygo abusou da individualidade, nada solidário. E Mateus Cunha não conseguiu escapar do carrossel de marcação da Tunísia. Também não por acaso, Carletto lança Vitor Roque no lugar de Cunha na volta para o segundo tempo.

E com 15 minutos, o italiano muda por completo meio-campo com Fabinho (sai Casemiro), e Paquetá (sai Bruno Guimarães) e tira Militão, machucado, lançando Fabricio Bruno. Uma nova Seleção em ação. Tunisianos se encastelam ainda mais na defesa e só arriscam nos contra-ataques. Bom exercício e desafios ao time de Ancelotti.

Seleção perde em entrosamento. Comete alguns equívocos. Até que Vitor Roque arruma um pênalti em lance individual. Paquetá estranhamente assume a cobrança e manda a bola ao céu. Brasil perdia a chance da virada. Estevão por pouco não consegue outro pênalti nos minutos finais. Dessa vez o VAR negou.

Sem jogar o futebol insinuante do primeiro tempo no amistoso contra Senegal, quando venceu por 2 a 0, contra a Tunísia a história não se repete. Seleção Brasileira de Ancelotti para na boa marcação do time africano. E se percebe um certo fastio de jogadores como Vini Jr, Rodrygo e Mateus Cunha. Notas baixas também ao goleiro Bento, inseguro na saída de bola, e aos laterais Wesley, Danilo e Caio Henrique. E nota altíssima a Estevão que até o último minuto mostrou bola e coragem. No minuto final, carimbou o pé da trave da Tunísia. Por um capricho a bola não entra.

Para encerrar a conversa, o amistoso marca também aposentadoria dessa versão da camisa amarela desbotada, sem vida, como tem sido a Seleção nas últimas temporadas. Que venha uma mais vibrante a embalar o escrete que havia perdido a identidade desde a debacle de Tite nas Copas 2018 e 2022 e as famigeradas jornadas sob comando de Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Junior.


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