Luiz Antônio Prósperi – 30 novembro 2025 (14h09) –
Flamengo é tetra da Libertadores. Palmeiras vice. Se a ordem fosse invertida, Palmeiras campeão e Flamengo vice, em nada mudaria a projeção do futebol brasileiro pelo menos para os próximos cinco anos. Os dois clubes têm tudo a continuar e até estender o império tendo em vista a concorrência no país. Alicerces estão bem erguidos. E não há o menor sinal de fadiga do material. Essa é a péssima notícia aos demais clubes. Queiram ou não, terão de encarar essa hegemonia.
Sob o olhar do futebol carioca, sede do Flamengo, não há uma ameaça imediata. Botafogo poderia se intrometer, como fez na temporada 2024 levando Libertadores e Brasileirão. O problema é que a origem do dinheiro e o modelo de gestão de sua SAF se esgotaram em 2025 com as trapalhadas e negócios duvidosos de seu mentor John Textor. Aliás, o Textor das bravatas e megalomanias do ano passado anda mais boquirroto do que um ventríloquo.
Fluminense, campeão da Libertadores 2023, ensaia mudança de rumos em busca de uma SAF para chamar de sua. Vai levar tempo a construir novos andares. E o Vasco nem deveria ser uma preocupação, por menor que seja. O Vasco talvez nem em cinco anos consiga estar entre os primeiros.
Portanto, vida longuíssima ao Flamengo entre seus concorrentes que buscam escalar os muros altos do castelo rubro-negro.
Sob o olhar paulista, sede do Palmeiras, é até desleal falar em ameaça. São Paulo vive a pulverização perdido em modelos de gestões do século passado. Não há indícios de uma recuperação rápida no horizonte. O mesmo pode se dizer do Corinthians mergulhado em dívida colossal e sem um caminho a seguir na luta para emergir.
Santos é outro perdido no espaço. Aos poucos se entrega a Neymar dentro de campo e na diretriz administrativa. Escolhe nesse momento ser refém de uma criatura nascida em seu berço. Não há perspectivas de uma nova ascensão a curto prazo.
Portanto, vida longuíssima também ao Palmeiras entre seus concorrentes que mais se contentam em bater o rival no Paulistão e nos confrontos diretos a pensar no seu destino.
Sem ser acossados em seus territórios, Flamengo e Palmeiras também não correm grandes riscos no cenário nacional. Do Sul, o Grêmio sonha alto sob a nova direção de um megaempresário. O Inter cava seu próprio buraco. Parece que quanto mais fundo, melhor.
Em Minas, Atlético vive a travessia de uma SAF sem um norte e muitas vezes perdulária. O Cruzeiro, por enquanto, se sente mais confortável nãos mãos de um torcedor-presidente bilionário. Não se sabe até quando vai se divertir com seu brinquedinho.
Do Nordeste, no Bahia, vivendo à sombra do dinheiro dos Emirados Árabes investido no Grupo City, dono do Manchester City, as projeções a longo prazo podem transformar o clube em ameaça a Flamengo e Palmeiras. Bora Bahêa!
Vamos entrar em 2026 sem grandes solavancos. Flamengo e Palmeiras têm as cartas nas mãos.
E para falar de futebol em si, a decisão da Libertadores não foi de uma superioridade absurda entre um e outro. Flamengo venceu por jogar melhor e contar com jogadores de muito lastro. Palmeiras perdeu por jogar pior que o adversário e por ter uma equipe ainda em formação.
Essa é outra notícia ruim aos concorrentes. Os dois devem chegar mais inteiros e prontos na próxima temporada. Flamengo pode e vai injetar sangue novo a dar sustentação a seus quase veteranos. O Palmeiras vai amadurecer sua turma e ter reforços de respeito com a volta de Paulinho, Evangelista e Weverton.
Quanto aos comandantes, Abel Ferreira diz que fica até 2027 e Filipe Luis se encaminha para não sair antes de 2027 também.
Numa galáxia assim não tão distante tínhamos “Uma Nova Esperança” com ascensão de Flamengo e Palmeiras desde 2015. O próximo episódio da série é “O Império Contra-Ataca”. Ou seja, os dois prometem mais batalhas épicas entre eles. Não há mais vida em outras estrelas.






Deixe um comentário