Torcedores no estádio pedem por Neymar e nas redes sociais cresce a campanha favorável ao craque. É o BigBrother de Ancelotti.
Bremer, Danilo Santos e Luiz Enrique vão bem. Vini Jr destoa mais uma vez
Luiz Antônio Prósperi – 26 março 2026 (19h25)
França é melhor que o Brasil a menos de dois meses da Copa do Mundo. Tem um time pronto. Um punhado de jogadores extraclasse. Não seria surpresa, como não foi, vencer (2 a 1) a Seleção Brasileira no amistoso nesta quinta-feira (26/3) em Boston, EUA. Tão natural como o curso do rio. Ainda mais com uma defesa quase inteira reserva, goleiro inclusive.
A derrota não é tão ruim contra um adversário favorito a levar a Copa. Isso, se formos analisar apenas o resultado do amistoso. Mas Ancelotti ganha boas opções nas últimas avaliações antes de fechar a lista dos 26 convocados para disputar o Mundial. Zagueiro Bremer, autor do gol da Seleção e seguro na defesa, é uma boa notícia. Atacante Luiz Enrique também merece uma vaga na Copa. E o volante Danilo Santos, do Botafogo, é outro que pode tirar o visto americano.
Quanto às questões táticas e sistema de jogo, Ancelotti terá de rever alguns conceitos. Formar a linha de frente com quatro atacantes e dois meio-campistas de ofício pode ser preocupante contra adversários consolidados e rápidos na transição ao ataque. França deu lição nesse aspecto.
É preciso ter alguém no meio para dar vida e criatividade ao time. Não tínhamos. Acrescente-se a esse problema a fraca atuação de Vini Jr, o ungido, e Raphinha que, ao trocar a camisa do Barcelona pela Seleção, joga irritadiço. Troca talento pela pirraça. Até por isso a linha de frente não vingou no amistoso.
Próxima parada é contra Croácia na terça-feira (31/3) em Orlando. Mais uma boa oportunidade para Ancelotti fazer suas considerações finais antes da Copa do Mundo.
Não vamos nos esquecer. Em certo momento do jogo quando a França vencia por 2 a 0, com um jogador a menos no ato da expulsão do zagueiro Upamecano, boa parte da torcida, entre os 66 mil que foram ao estádio, pediu por Neymar. Aí fica difícil.





Deixe um comentário