França sofre em casa e Alemanha desfila em Lille

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euro_2016_logo_detailAlemanha não brinca em serviço, nem desperdiça tempo na Eurocopa. Passa, se possível como um rolo compressor, por cima de seus adversários. Quem pode contar essa história é a Eslováquia, triturada pelos alemães com a vitória por 3 a 0, mas poderia ser de 5, 6…, neste domingo (26/6) nas oitavas de final. Enfim, os gols voltaram a aparecer na seleção dos 7 a 1 de 2014.

Desde os primeiros minutos do jogo, Alemanha se impôs. Passou 45 minutos dentro do campo eslovaco. Apenas Neuer acompanhava tudo à distância. Com 7 minutos, o zagueiro Bouateng fez gol de abertura do triunfo. Oil ainda perdeu um pênalti, dez minutos depois. E, aos 42, Mario Gomez fez o segundo em jogada solo de Draxler.

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Dois gols de vantagem, um pênalti desperdiçado e uma avalanche com poder de inibir qualquer iniciativa de reorganização da Eslováquia. Kross e Khedira distribuíram o jogo. Draxlber deu cores à pintura alemã e os laterais Hector e Kimmich, serviçais como sempre sem trégua. Destaque também ao incansável Thomas Muller.

No segundo tempo, Alemanha tirou pé para evitar o desgaste. Draxler, aos 17, fez o terceiro para reafirmar a autoridade germânica e não permitir nenhum sopro de vida dos eslovacos.  Dali para frente era gastar o tempo, sem desperdício. Até porque a próxima parada deve ser mais encrencada com o vencedor de Espanha e Itália, que se enfrentam nesta segunda-feira (27/6).

GRIEZMANN SALVA FRANÇA

Franceses sofreram bem uns 45 minutos diante da Irlanda neste domingo. Cantada como favorita ao título por jogar em casa e ter alguns jogadores diferenciados, a França só se reinventou no segundo tempo quando construiu a vitória por 2 a 1, com dois gols de Griezmann.

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Antes de Griezmann transformar aflição em alegria, os donos da casa passaram apertado. Tudo começou com o pênalti de Pogba, a um minuto de jogo. Brady, autor do gol da classificação dos irlandeses na vitória contra a Itália na primeira fase, converteu com maestria.

O gol meteórico da Irlanda arruinou os nervos da seleção francesa e fez transbordar de ansiedade o estádio de Lyon. Havia uma correria desordenada por parte da França, sem a menor conexão entre os setores do time. Aliás, a imprensa europeia tem feito severas críticas a Didier Deschamps, técnico dos “Les Bleus”, por sua insegurança na hora de definir esquemas e estratégias.

Deschamps percebeu que deveria mudar seu time no segundo tempo, sob pena de abreviar a travessia dos anfitriões na Eurocopa e capitular com um vexame absurdo. Ao voltar do intervalo com o meia Coman no lugar do volante Kante e recuar Pogba para fazer a função de segundo volante, a equipe ganhou um ordenamento tático e deixou de ser apenas músculos.

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Griezmann e Payet também se acomodaram mais com Coman na serventia da criação. E aí apareceu o atacante do Atlético de Madrid no que tem de melhor. Fez um golaço de cabeça e depois, ao vir de trás, em lance escorado por Giraud, definiu a vitória francesa.

Ao final da partida ficou a sensação de que Deschamps precisa urgente entender o que espera da França. Se insistir com cada um cuidando de si, a favor da força física, pode se estrepar. Se valorizar o futebol dando funções específicas a Payet, Griezmann e Pogba, pode pensar em levantar a taça. A conferir.

A França enfrenta nas quartas de final o vencedor do confronto entre Inglaterra e Hungria, previsto para esta segunda-feira (27/6).

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Os irlandeses voltam para casa com a certeza de que honraram sua gente. No peso da balança, tinham consciência de que haviam ido longe demais. Quando passaram de fase, já fizeram história. Se no campo, foram protagonistas do impossível, nas arquibancadas deram um show de simpatia com a divertida música ao reserva Will Grrigg, que vai voltar para a Irlanda sem ter jogado nem sequer um minuto.