Brasileirão 2024 alcança a 18.a rodada com o que o futebol brasileiro tem de pior. Antes de enumerar as mazelas do campeonato nacional, não custa alertar que 11, dos 20 clubes participantes, não completaram ainda 18 jogos por sucessivos adiamentos de partidas. Nesse cenário, Botafogo é líder; Palmeiras, segundo; Flamengo, terceiro; e Fortaleza, quarto colocado.
Vamos às desgraças do Brasileirão. Não se assuste. Estamos quase na metade do torneio e os gramados, na sua maioria, continuam inadequados a um jogo de futebol.
Criciúma 1 x 2 Flamengo e Juventude 0 x 0 São Paulo, os dois com mando de jogo dos times do Sul, foram disputados no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Um no sábado (20/7) e outro no domingo (21/7). O gramado (?) pode ser comparado a um pasto. Aliás, muitos pastos superam o campo do estádio no Distrito Federal. Buracos, tufos de grama seca, terreno irregular. Seria uma vergonha, se não fosse trágico. No intervalo do jogo, um funcionário (?) teve de tapar buracos apertando tufos de mato com a sola de seus sapatos.
No Sul, Grêmio 2 x 0 Vitória disputado no Estádio Centenário em Caxias. Grama não havia. Em Salvador, Bahia 0 x 1 Corinthians, outro horror. Grama, rala, terra e areia, buracos no campo da Fonte Nova. Não é de se lamentar, é de se interditar.
Cuiabá 0 x 1 Fluminense, mais problemas. Campo da Arena Pantanal muito irregular e nacos de grama se soltando por falta de cuidados. Uma lástima. Também no Castelão, para Fortaleza 3 x 1 Atlético-GO. Gramado? Nada disso, apenas algumas ilhas de grama.
Em Minas, mais desgraças. Na Arena MRV, Atlético-MG 2 x 0 Vasco, grama rala, chão árido, terra e pouco verde.
Estádios Mané Garrincha, Castelão, Fonte Nova e Arena Pantanal abrigaram jogos importantes da Copa do Mundo de 2014 – naquela ocasião os gramados estavam impecáveis. E Arena MRV foi inaugurada na temporada 2023.
Arbitragem de campo e do VAR exibiram sua face da incompetência em lances que definiram os jogos importantes.
Criciúma x Flamengo – pênalti inusitado com bola atirada da arquibancada e chutada na bola do jogo por Barreto, zagueiro do Criciúma – árbitro deveria paralisar o jogo quando a bola foi lançada ao campo.
Palmeiras 2 x 0 Cruzeiro – gol anulado do time mineiro por falta em Zé Rafael na origem do lance é para lá de questionável. Árbitro de campo mandou seguir o jogo. VAR anulou o gol.
Gol anulado do Juventude em cima do São Paulo, outra barbaridade. Wilton Sampaio deu o gol e teve de anular depois da intervenção do VAR alegando que a bola havia batido no braço do jogador do Juventude – imagens mostram a bola no ombro.
Diante dessas mazelas dos campos e erros rudimentares de arbitragem, algo de curioso também se notou nessa 18.a rodada: a estreia de Thiago Silva no Fluminense.
Thiago Silva é o sétimo jogador remanescente da Copa do Mundo de 2014 – portanto atores do 7 a 1, presente ou não naquela tragédia diante da Alemanha – a atuar no Brasileirão 2014.
Anote aí, dez anos depois do 7 a 1, temos: Thiago Silva e Marcelo (Fluminense), Luiz Gustavo (São Paulo), Fernandinho (Athletico-PR), Hulk e Bernard (Atlético-MG), David Luiz (Flamengo) e ainda tem Jô (Amazonas na Série B). Paulinho deixou o Corinthians há pouco mais de um mês.
Assim caminha o futebol brasileiro. E La Nave Va.





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