Luiz Antônio Prósperi – 27 julho (21h55)
Abel Ferreira escala reservas contra Vitória, adversário acostumado à zona de rebaixamento no Brasileirão 2024. Palmeiras perde no Allianz Parque com mais de 39 mil torcedores e a derrota escancara problemas caros ao atual bicampeão brasileiro. Passa pela soberba de Gabriel Menino e Richard Rios na meiuca e o futebol rudimentar de Rony no ataque.
Menino, a estatística explica, deve ser o recordista do campeonato em dar passes para trás, recuar a bola. Quando está de frente ao campo adversário, prefere toques curtos, sem força, como se fosse um mestre dos passes. Marca muito pouco na função de volante, como deixou claro diante do Vitória.
Richard Rios, inchado pela fama de se dar bem na Copa América em defesa da Colômbia, também abusa com a bola nos pés. Joga em ritmo frenético sem cumprir funções básicas na marcação e ocupação de espaços. Tem mais liberdade nas ações sem executar sua principal função: marcar e articular saída de jogo.
Menino e Rios juntos, lado a lado, travam o Palmeiras. Se saem melhor como coadjuvantes. Chamados ao protagonismo prejudicam o time de Abel.
Os dois atrasaram muito a vida do Palmeiras contra o Vitória. Quando foram substituídos, a dívida verde era alta no jogo.
Outro problema gravíssimo: Rony. Força de vontade, se matar para desarmar zagueiros e disputar cada palmo de grama, tudo isso engana o torcedor. Tem lá sua serventia ao time, mas o principal não a acontece: o gol.
Rony, as estatísticas devem mostrar, é o recordista de finalizações erradas no Brasileirão. Chuta, da bicicletas, vai de cabeça na bola, mas não acerta uma. E não é por falta de sorte, falta competência.
Fica o alerta. Quando Abel Ferreira pensar em time alternativo do Palmeiras em alguns jogos, como esse contra o Vitória, não podem jogar juntos Menino, Rios e Rony.
Paciência do torcedor tem limite.





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