Luiz Antônio Prósperi – 12 fevereiro (11h35) –
Vini Jr não precisa de ser provocado para mostrar o que sabe fazer com a bola nos pés. Nem pode cair na tentação de se motivar ainda mais quando desafiado por adversários e torcedores rivais. Seguindo nessa toada, é de se esperar exibições nada brilhantes de Vini ao receber tratamento dado a um jogador comum. Sem ninguém o acossar do outro lado, nada feito? Não é por aí. Vini tem conteúdo.
Até por isso, soa ridículo atribuir sua bela atuação na vitória de virada (3 a 2) do Real Madrid diante do Manchester City, jogo de ida do play-off da Champions League, terça-feira (11/2), a um banner estendido pela torcida inglesa. “Pare de chorar tanto”, diz o banner, com foto de Rodri segurando o troféu Bola de Ouro, clara referência ao prêmio de melhor jogador de 2024 dado ao volante Rodri, do City. Premiação boicotada pelo Real Madrid no fim ano passado e não bem digerida por Vini até hoje.
“Sim, eu vi (o banner). Às vezes, os torcedores adversários fazem coisas que me estimulam a fazer uma ótima performance. Fiz isso de novo aqui esta noite e conseguimos vencer o jogo”, disse Vini ao fim da partida.
Aceitar as provocações sem direito à réplica, o melhor caminho. E deitar marcadores usando seu enorme repertório contra adversários, dentro e fora de campo.
Às vezes é difícil (evitar as provocações) porque os árbitros muitas vezes não conseguem proteger os jogadores que são muito chutados. Sempre que sou chutado, sempre acabo pegando os cartões também. Os jogadores e a comissão técnica tentam me ajudar a manter o foco na partida. Não sou nenhum santo, mas às vezes minha cabeça só pensa em vencer de qualquer maneira possível” – Vini.
Se insistir em pautar seus jogos apenas como resposta aos delatores e habitantes rivais de arquibancadas, Vini corre risco de virar um jogador chato e prepotente. Daqueles que jogam por birra e não por prazer.
Divirta-se, Vini Jr. E negue a bola aos que o excomungam.





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