Se Ramon Diaz cair, Tite pode vir aí. Memphis vira interrogação e até o impeachment do presidente Augusto Melo pode voltar
Agora a encrenca é superar o Palmeiras em dois jogos das finais do Paulistão
Luiz Antônio Prósperi – 13 março (12h35) –
Corinthians sai aplaudido por sua gente ao vencer (2 a 0) o Barcelona de Guayaquil, quarta-feira (12/3), na Neo Química Arena. O resultado elimina o time na Libertadores 2025, antes mesmo de avançar à fase de grupos. Uma queda diante de mais de 40 mil torcedores. Um enorme prejuízo financeiro sem futuras receitas do torneio sul-americano. E muita pressão a derrotar o Palmeiras e levantar a taça do Paulistão, a partir de domingo (16/3).
A Fiel aplaude. Qual sentido dos aplausos?
Entrega do time, atitude, a tal intensidade tão aclamada por analistas esportivos. Essas seriam as respostas ao júbilo dos torcedores.
Pobre torcedor obrigado a se contentar com as migalhas de um time que se comportou de forma inadmissível nos jogos da pré-Libertadores.
Por pouco na cai diante dos semi-amadores da Universidade Venezuela na primeira fase. Leva uma lambada de 3 a 0 no jogo de ida contra o Barcelona e no confronto da volta em casa, com um jogador a mais em boa parte do segundo tempo, vence por 2 a 0 – teria de fazer três gols de diferença para chegar à decisão nos pênaltis. E contar com goleiro Hugo para se classificar e aí sim entrar de fato na Libertadores.
Nada feito.
Agora a encrenca é superar o Palmeiras em dois jogos das finais do Paulistão.
Joga a primeira no Allianz Parque. Manda a cartilha de jogos decisivos que o time tem de sair vivo fora de casa para ser campeão na sua arena em Itaquera.
Não é uma tarefa tranquila.
Bastidores do Corinthians dão conta de que até domingo, jogadores, comissão técnica e dirigentes do clube se fecharão em copas. A ordem é respirar a final do Paulistão como se fosse o último litro de oxigênio.
Uma eventual derrota pesada no primeiro jogo com o Palmeiras vai provocar faíscas de um incêndio de grandes proporções. Queda do técnico Ramon Diaz. Cobranças acima do tom em Memphis Depay, dono de salários de R$ 3 milhões mensais, e, até aqui, pouca bola. E incógnita a respeito do destino de seus dirigentes.
Futuro do Corinthians na temporada passa por essa final do Paulistão. Se Ramon cair, Tite pode vir aí. Memphis vira interrogação e até o impeachment do presidente Augusto Melo pode voltar com força nos subterrâneos do Parque São Jorge. A conferir.





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