Luiz Antônio Prósperi – 9 junho – (18h05) –
Carlo Ancelotti completa 66 anos nesta terça-feira (10/6). Coincidências da vida, é o dia de sua estreia no comando da Seleção Brasileira em território nacional. Óbvio: “Meu melhor ou maior presente de aniversário é a vitória contra o Paraguai”, disse Ancelotti, ainda um tanto tímido, na coletiva de imprensa diante de pouco mais 300 jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos e inevitáveis influencers, ontem (09/6), nos subterrâneos da Arena Corinthians.
Se vai receber o presente da Seleção ou não, o técnico vive também a expectativa de ele mesmo presentear a torcida no dia de seu parabéns.
“Eu tenho a dimensão que tem a equipe nacional para esse país, é verdade que houve um período de incerteza porque nos últimos tempos a Seleção não teve bons resultados. Tentaremos começar amanhã (10/6) com um bom resultado, sobretudo um jogo bom que a torcida possa desfrutar”.
Vencer o Paraguai passa por mudanças no time. Evidente, a volta de Raphinha, ausente do jogo contra o Equador, é cartada certa. Para quem não se lembra, Raphinha infernizou Ancelotti nos clássicos Real Madrid e Barcelona na última temporada. Enfiou cinco gols no Real de Carletto em quatro jogos.
“Raphinha volta, é uma boa notícia para nós porque Raphinha mostrou na última temporada que é um dos melhores jogadores neste momento. Vai nos ajudar muito. Necessitamos jogar bem para nos aproximarmos da classificação. A presença do Raphinha é muito importante”, disse Ancelotti de seu algoz até um mês atrás nos embates do Campeonato Espanhol, Copa do Rey e Supercopa da Espanha.
Na coletiva, a maioria das respostas de Ancelotti não fugiu muito do enredo dos últimos treinadores da Seleção Brasileira.
Tem sido assim ao longo dos ciclos de Copa do Mundo.
Muitas vezes começa com uma lua-de-mel entre torcida, imprensa e comunidade do futebol. Avança com alguns beliscões quando os resultados não se confirmam e termina em desgraça, inconciliação total, ao fim do casamento.
A diferença agora é que temos um treinador estrangeiro, o italiano Ancelotti que responde às perguntas no idioma espanhol com promessas de aprender logo a língua portuguesa.
“Peço perdão por recorrer ao tradutor nas entrevistas. Isso não é certo. Prometo aprender logo o português para responder a todos vocês”.
Promessa é dívida. Mais que aprender o idioma, Ancelotti precisa de uma vitória contra o Paraguai, nesta terça-feira (10/6), 21h30, na Arena do Corinthians. Se vencer seu jogo e ainda o Uruguai derrotar Venezuela em Montevidéu, Brasil se classifica à Copa do Mundo de 2026.
Aí sim, Carletto terá dias leves para reorganizar a Seleção Brasileira, de preferência jogando como o escrete de outrora e não com as terríveis e decepcionantes atuações dos últimos três anos.
Auguri, Ancelotti.





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