Luiz Antônio Prósperi – 28 junho (17h42) – atualizado às 21h32 –

Palmeiras vence Botafogo na prorrogação e avança às quartas de final do Mundial de Clubes. Épico. Mesmo de um confronto entre dois clubes brasileiros. Ultrapassada a barreira das oitavas, time de Abel Ferreira encara o Chelsea. Se continuar aplicado como vem sendo desde o início do Mundial, Palmeiras pode chegar às semifinais onde, provavelmente, terá o Manchester City pela frente. Aí a conversa é com a história.

Por enquanto, esse negócio de sonhar no futebol ainda não tem um capítulo final. Palmeiras não está nesse Mundial para ao fim do torneio decretar: Palmeiras tem Mundial. Não se trata desse Everest. E sim de um time resiliente, às vezes camaleão. Não tem tamanho poder nem a dimensão de um Manchester City, um Real Madrid, PSG… Tem vontade e gana de vencer.

Tanta vontade de vencer como ficou explícito no jogo contra o Botafogo. Bem diferente da postura do adversário acovardado, refém da estratégia que havia funcionado contra o PSG. Palmeiras não é o PSG. O Botafogo é o atual campeão da América, mas atuou como um time de bairro com medo de enfrentar um rival bem conhecido que, por duas vezes na temporada passada, triturou na Libertadores e Brasileirão.

Diante de tanta covardia do inimigo, Abel arma seu time com ataque rápido e versátil nos pés de Estevão, Vitor Roque e Maurício e ainda tem ousadia de escalar o garoto Allan a dar suporte aos atacantes e ao lateral Giay. Empurrou o Bota ao campo de defesa.

Quando os meninos pregaram, Abel lança dois atacantes mais parrudos – Luighi e Paulinho. Freia o ímpeto do ataque e ganha no corpo a corpo e mais poder de decisão. Gol de Paulinho na prorrogação diz tudo dessa armação de Abel. Palmeiras vence com Paulinho.

A vitória vem muito da transpiração e do jeito de ver o futebol. Abel ousa, Renato Paiva se agarra ao que um dia deu certo. Entendia que a história se repetiria. E se dá mal.

Nas quartas de final, Palmeiras não terá a defesa inteira – Gustavo Gomes, Murilo e Piquerez por suspensão e lesão. Resta Giay.

Se não tem a defesa plena, pode contar com Paulinho no máximo em 15 a 20 minutos mágicos. Até o limite de dor na canela avariada. Flecha certeira.

“É para isso que o Paulinho está aqui. Veio para jogar 15 minutos e decidir “, avisa Abel Ferreira.


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