Luiz Antônio Prósperi – 4 fevereiro 2026 (17h30) –
Palmeiras não está quebrado. Tem equilíbrio financeiro e receita estimada em R$ 1,6 bilhão, no exercício de 2025, segundo balanço oficial do clube publicado terça-feira (03/2).
Tanto é que, sem delongas, vai investir cerca de R$ 154 milhões (25 milhões de euros) na contratação do atacante John Arias, de 28 anos. O jogador colombiano, ex-Fluminense, pertence ao Wolverhampton da Premier League da Inglaterra.
Outra tacada do Palmeiras: comprar o zagueiro Nino, 28 anos, também ex-Fluminense, por cerca de R$ 62,7 milhões (até 10 milhões de euros). Zenit, clube russo dono dos direitos de Nino, reluta em liberar o jogador agora – aceita a oferta, desde que o zagueiro se apresente em junho.
Arias seria a terceira contratação mais cara do atual mercado brasileiro de futebol. Fica atrás apenas de Lucas Paquetá (R$ 260,5 milhões), adquirido pelo Flamengo do West Ham da Inglaterra, e de Gerson (R$ 168,8 milhões), comprado pelo Cruzeiro do Zenit da Rússia.
Na temporada passada (2025), Palmeiras desembolsou R$ 162,1 milhões ao Barcelona por Vitor Roque. Flamengo pagou R$ 150,7 milhões ao Atlético de Madrid por Samuel Lino. E o Botafogo despejou R$ 143,3 milhões ao Nottingham Forest por Danilo. As três contratações até então mais caras do futebol brasileiro.
Toda a dinheirama do Palmeiras empenhada em John Arias e Nino não deve abalar as estruturas do clube nem comprometer a receita a curto prazo. Mesmo com a quebra da empresa financeira Fictor, uma das principais patrocinadoras do clube alviverde. Por contrato a Fictor deveria pagar R$ 25 milhões por ano ao Palmeiras até o fim de 2028.
Na semana em que executa a rescisão do contrato com a Fictor, o clube anuncia ter alcançado 1 (um) milhão de contas abertas no Palmeiras Pay (um banco digital) arrecadando R$ 50 milhões em três anos desde a criação dessa plataforma, que, além do banco digital, contempla o Avanti (sócios-torcedores) e produtos de marketing do alviverde.
É por essas transações e de futuras vendas de garotos da base – Allan é o primeiro da fila – que o Palmeiras pode investir pesado em Arias e Nino nesse início da temporada 2026. Sem fazer casquinha no caixa. Aliás, o clube já levantou mais de R$ 100 milhões com as vendas de Facundo Torres, Aníbal Moreno, empréstimo de Micael e redução na folha salarial com a saída de Raphael Veiga – emprestado ao América do México.
O que vem pela frente em termos de gestão financeira, a senhora presidenta Leila Pereira deve pedir a palavra e explicar à torcida. Uma coisa é clara. O Palmeiras, de acordo com as evidências, não está quebrado.




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